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Ex-presidente do BRB é transferido para a Papuda

Ex-presidente do BRB é transferido para Papuda após prisão determinada pelo STF; operação envolve pagamento de imóveis de alto padrão ao dono do Master

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB — Foto: Silvia Zamboni/Valor
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  • O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, após detenção em 16 de junho por determinação do ministro do STF André Mendonça.
  • Inicialmente, ele havia sido levado à sede da Superintendência da Polícia Federal.
  • Costa é alvo da quarta fase da Operação Compliance Zero, sob suspeita de atuar como agente público para favorecer a liquidez do Master e de ser beneficiário de vantagem indevida.
  • Investigações apontam acordo com o dono do Master, Daniel Vorcaro, para pagamento de imóveis de alto padrão em São Paulo e no Distrito Federal, no total estimado de R$ 146,5 milhões, ocultos por meio de fundos de investimento geridos pela Reag e por empresas de fachada.
  • O advogado de Costa, Cleber Lopes, não se manifestou sobre o caso.

O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi transferido nesta quinta-feira (16) para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A detenção ocorreu por determinação do ministro do STF André Mendonça, relator do caso no tribunal. Inicialmente, Costa havia sido levado à sede da Polícia Federal (PF).

A operação integra a quarta fase da chamada Operação Compliance Zero. Segundo Mendonça, Costa atuava em duas frentes: como agente público que colocava a presidência do BRB a serviço da liquidez do Master e como beneficiário direto de vantagem indevida decorrente do cargo.

Conforme investigações, Costa teria acertado com o dono do Master, Daniel Vorcaro, o pagamento em imóveis de alto padrão nas cidades de São Paulo e Brasília, totalizando cerca de R$ 146,5 milhões. Os bens teriam sido quitados, com a titularidade real ocultada por meio de fundos de investimento geridos pela Reag e por empresas de fachada.

Procurado, o advogado Cleber Lopes, que representa Costa, não se manifestou. A defesa figura entre os elementos da apuração sobre o vínculo entre o BRB e o Master. A Polícia Federal e o STF não detalharam novas etapas da investigação.

O caso envolve a relação entre o BRB, o Master e possíveis pagamentos ocultos por meio de estruturas societárias, conforme apurado pelas autoridades. A transferência para a Papuda encerra a sequência de medidas cautelares até o momento.

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