- O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, afirmou que o governo não espetacularizará nem omitirá as investigações sobre supostas propinas envolvendo o Master.
- Pela primeira vez desde o início da operação, o Ministério da Justiça apresentou esclarecimentos sobre a quarta fase da Compliance Zero, que resultou na prisão preventiva do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, por negociação de propinas com o fundador do Master, Daniel Vorcaro.
- A Polícia Federal informou que o grosso da operação permanece em sigilo, tendo sido divulgado apenas parte das ações da PF.
- O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, disse que a estratégia é atacar o crime organizado no andar de cima, com foco em asfixia financeira e respeito à institucionalidade da Polícia Federal.
- As investigações apontam pagamento de propina de cerca de R$ 146 milhões envolvendo Paulo Henrique Costa e Daniel Monteiro, com seis imóveis de luxo avaliados em R$ 74 milhões; Vorcaro ordenou o bloqueio de pagamentos ao tomar conhecimento de um procedimento sigiloso do Ministério Público Federal, em abril de 2025, e Felipe Mourão encaminhou peças sigilosas em 24 de junho.
O governo afirma que não vai espetacularizar nem omitir investigações sobre supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A declaração foi feita pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, nesta quinta-feira 16 de abril de 2026, durante bate-papo com jornalistas.
Segundo o ministro, as investigações seguem com o objetivo de esclarecer os fatos sem favorecer uma leitura midiática. O governo Lula também ressaltou a necessidade de respeitar a autonomia das instituições envolvidas, especialmente a Polícia Federal.
Pelas apurações da operação, houve a prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, ligado ao Master por meio de negociações de propina com o fundador Daniel Vorcaro. Os detalhes da ação foram apresentados pouco pela pasta, enquanto grande parte do material permanece sob sigilo pela PF.
O diretor-executivo da PF, William Murad, informou que o núcleo central da operação está protegido por sigilo e que apenas parte da ação foi tornada pública. A divulgação limitou-se a pontos que não comprometeriam a investigação em curso.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, reforçou o compromisso de enfrentar o crime organizado sem perder a institucionalidade. Ele defende uso de inteligência e cooperação entre forças para combater o crime financeiro.
Entenda
A Polícia Federal detalha que a prisão autorizada pelo ministro do STF, André Mendonça, envolve Paulo Henrique Costa e Daniel Monteiro, sob suspeita de propina de até 146 milhões de reais pagos por Vorcaro. A PF aponta ainda negociação de 12 bilhões em créditos podres vinculados ao Master.
Foram identificados seis imóveis de alto valor que serviram de pagamento das propinas, com repasses que chegam a 74 milhões de reais. A PF informou que Vorcaro interrompeu as tratativas após tomar conhecimento de investigação sigilosa do Ministério Público Federal, em abril de 2025.
Conforme apuração, Vorcaro chegou a orientar Daniel Monteiro a interromper as transações quando soube do procedimento. Segundo as autoridades, Felipe Mourão, apontado como integrante do núcleo de inteligência do Master, encaminhou os documentos sigilosos para Vorcaro em 24 de junho.
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