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Guimarães afirma que PL dos Apps fica para depois das eleições

Guimarães afirma que votação do PL dos Apps fica para após as eleições de outubro, por falta de consenso entre empresas, trabalhadores e governo

1 de 1 ministro-jose-guimaraes - Foto: Gil Ferreira / SRI-PR
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  • O ministro José Guimarães disse que o projeto de lei complementar dos aplicativos deve ser votado apenas após as eleições de outubro, conforme acordo com o relator e o presidente da Câmara.
  • O governo afirma que não houve consenso entre empresas e trabalhadores para a votação nesta semana, e sim divergências entre as partes envolvidas.
  • A discussão sobre o PLP dos apps foi adiada e permanece sem acordo, em meio a um ambiente político conturbado.
  • Guimarães sinalizou que o tema pode entrar em um conjunto de medidas discutidas pela área econômica, sem detalhar quais seriam.
  • A segunda versão do parecer do relator (Augusto Coutinho) trouxe mudanças na remuneração de motoristas e entregadores, removendo a remuneração mínima para transporte de passageiros, o que desagradou o Planalto.

O novo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, informou que o projeto de lei complementar que regulamenta o trabalho por aplicativos deve ser votado apenas após as eleições de outubro. A afirmação ocorreu durante café com jornalistas no Palácio do Planalto.

Guimarães afirmou que não houve consenso entre as partes envolvidas, nem na Câmara dos Deputados com o relatório de Augusto Coutinho, nem entre empresas e trabalhadores. O governo, segundo ele, queria votar, mas as negociações não chegaram a um acordo.

O ministro destacou que a decisão não foi de que o governo deixou de querer votar, e sim de que houve falta de acordo entre as partes. Ele ressaltou a participação de Luiz Marinho e Guilherme Boulos nos esforços para avançar o texto.

Contexto

Guimarães já havia adiantado, em 13/4, que pediria o adiamento da votação, citando o ambiente político e a ausência de consenso. A regulamentação dos aplicativos tem sido tratada como prioridade pelo governo desde 2023.

O tema também envolve uma disputa sobre o formato de remuneração para motoristas e entregadores. A segunda versão do parecer de Coutinho alterou pontos centrais, incluindo a remuneração por entrega e a remuneração por tempo trabalhado.

A proposta atual prevê duas opções de pagamento aos trabalhadores: por entrega, com valores fixos por distância, ou por tempo trabalhado, com salário mínimo-hora. A remuneração mínima para o transporte de passageiros foi retirada.

Guimarães indicou que o assunto pode ser retomado dentro do conjunto de medidas discutidas pela área econômica, mas não especificou quais ações devem compor esse conjunto.

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