- Guimarães diz que retomar o diálogo com Davi Alcolumbre é uma de suas principais missões como ministro da Relações Institucionais.
- Ele afirma que há problemas pretéritos entre governo e Senado a destravar e que o contato já começou desde o fim de semana.
- O ministro mencionou a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, no STF, marcada para 28, como parte do esforço para dissipar desentendimentos.
- Sobre o Redata, o governo retirou o trecho do PLP que permitiria a aprovação ainda neste ano, gerando impasse no Senado.
- Não foi citado prazo específico, mas a PEC da segurança pública pode ter votação até início de julho, e o governo foca em palanques em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro para fortalecer a base e a reeleição de Lula.
José Guimarães exaltou a retomada do diálogo com o Senado como uma das principais missões à frente da articulação política do governo. Em café com jornalistas no Palácio do Planalto, o ministro afirmou que há problemas pretéritos a destravar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Ele disse ter iniciado um diálogo mais ativo desde o domingo anterior pela tramitação de matérias, após substituir Gleisi Hoffmann no cargo. Guimarães também indicou otimismo com a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, no STF, prevista para 28 de maio.
Diálogo com o Senado e agenda legislativa
O ministro ressaltou a necessidade de dissipar desentendimentos com o Senado, citando a relação como prioridade da relação com o Congresso. Guimarães afirmou que o objetivo é alinhar o governo às propostas enviadas ao Legislativo, com todas as matérias passando pelo ministério para manter a unidade.
Sobre o Redata, o ministro explicou que houve retirada de trecho do PLP que permitiria a aprovação do programa ainda neste ano. O governo buscava flexibilizar medidas com renúncia de receita em 2026, desde que o impacto fosse previsto no orçamento. O PLP foi aprovado sem o trecho do Redata, gerando impasse.
PEC da segurança pública e aprovação rápida
Guimarães afirmou que discute com Alcolumbre a pauta da PEC da segurança pública para que seja aprovada em breve, especialmente por conta do calendário eleitoral. O ministro destacou que as matérias precisam ser aprovadas até o início de julho para não atrasar a agenda governamental.
Desempenho eleitoral e estratégias
Ao comentar pesquisas recentes, Guimarães minimizou o resultado da Genial/Quaest, que colocou Flávio Bolsonaro à frente de Lula em cenário de segundo turno. O ministro afirmou que a campanha ainda não começou e que o foco do governo é entregar projetos até julho, consolidar alianças e montar palanques em três estados.
Ele apontou São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro como prioritários para a reeleição de Lula e para a construção de apoio político. No Rio, a situação é considerada resolvida; em São Paulo houve melhoria do desempenho de Haddad. Guimarães também comentou a possível pré-candidatura de Rodrigo Pacheco ao governo de Minas, afirmando que o palanque pode ganhar força caso haja definição em breve.
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