- José Guimarães assumiu o Ministério das Relações Institucionais, substituindo Gleisi Hoffmann, e afirmou que não veio para “ser um Zé Mané”, buscando construir consensos no dissenso.
- Disse que a falta de unificação das condutas políticas entre o Planalto e o Congresso é um dos principais problemas do governo, e que vai resolver isso.
- Quer retomar o diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e enfrenta pendências como a PEC da Segurança Pública e o Redata, projeto do próprio Guimarães sobre datacenters.
- A indicação de Jorge Messias para o STF depende da sabatina no Senado, marcada para o dia 28; Guimarães disse que vai conversar com Davi para viabilizar a aprovação.
- Sobre o projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos, Guimarães afirmou que a votação deve ficar para depois das eleições, citando indisponibilidade de acordo entre plataformas, entregadores e oposição.
José Guimarães assume a articulação política do governo e já sinaliza prioridade: unificar as condutas com o Congresso. Em discurso institucional, afirmou que o objetivo é construir consensos mesmo frente ao dissenso, reconhecendo a necessidade de mudanças no desempenho da relação entre Planalto e Legislativo.
O novo ministro deixou a liderança do governo na Câmara para suceder Gleisi Hoffmann. Disse que pretende retomar o diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para avançar pautas como a PEC da Segurança Pública e o Redata, regime especial de tributação para serviços de datacenter.
Busca por diálogo com o Senado e agendas em tensão
Guimarães indicou que uma das funções centrais será reativar o relacionamento com o Senado. Entre os temas em aberto estão a PEC da Segurança Pública e o Redata, ambos de interesse do governo, mas com posições ainda em atrito entre as Casas.
A indicação de Jorge Messias para vaga no STF também aparece entre os assuntos que exigem alinhamento com o Congresso. A sabatina está marcada para o dia 28, e o governo trabalha para obter apoio suficiente para a aprovação, mesmo diante de dúvidas entre parlamentares.
Pauta de aplicativos e cenário político
Entre as prioridades, o ministro mencionou a necessidade de acordo sobre o projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos. O texto deve permanecer na análise após as eleições, conforme afirmou Guimarães, citando impasses protagonizados por plataformas, entregadores e oposição.
Guimarães comentou, ainda, números de pesquisas sobre a narrativa de liderança presidencial. Embora reconhecesse a presença de empates em cenários hipotéticos, afirmou que não há méritos de concorrentes que coloquem em risco a trajetória do governo, mantendo o tom de neutralidade.
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