- O ministro José Guimarães defendeu a revogação da chamada “taxa das blusinhas”, cobrança de 20% do Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50.
- Guimarães afirmou que a revogação seria positiva e que, se for consultado, diria que é uma boa ideia; não soube dizer se entraria em um Projeto de Lei Complementar.
- O ministro afirmou que a medida teve um dos maiores desgastes para o governo; comparou o caso ao debate sobre o trabalho por aplicativos, citando impactos políticos e de votação.
- Lula sinalizou que o governo anunciará ações para atenuar a alta de preços provocada pela taxa, destacando aumento de massa salarial e consumo das famílias.
- Empresários enviaram, na quarta-feira, uma manifestação à Presidência com dados sobre geração de vagas e renda após a tributação dos importados, questionando a revogação e o tom eleitoreiro do tema.
O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, defende a revogação da chamada taxa das blusinhas, 20% do Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50. Ele afirma que a medida foi um dos principais fatores de desgaste do governo Lula.
Guimarães disse, em café com jornalistas no Palácio do Planalto, que a revogação seria positiva, embora não soubesse indicar se isso entraria em um Projeto de Lei Complementar. O ministro classificou o tema como um dos mais prejudiciais ao governo.
Ele comparou o caso da taxa das blusinhas ao projeto de regulamentação do trabalho por aplicativos, apontando que, no caso dos apps, o governo não levou a votação por divergências de setores. Segundo ele, a solução semelhante seria examinada caso o governo decida pela revogação.
Na mesma linha, Lula informou na terça-feira que o governo anunciará ações para atenuar o impacto da medida nos preços, destacando que o aumento era desnecessário e que a massa salarial tem mostrado crescimento.
Empresários reagem
Empresários reagiram à fala de Lula e encaminharam uma manifestação à Presidência na quarta-feira. O texto, assinado por 67 associações de varejo e indústria, traz dados sobre geração de vagas e renda após a tributação dos importados.
O documento sustenta que a revogação seria política, visando recuperar apoio popular diante de pesquisas recentes. A carta foi enviada também a Sidônio Palmeira, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, e mencionou apoio da primeira-dama Janja a revisões que preservem a imagem presidencial.
Segundo relatos, representantes do setor veem a medida como forma de reduzir custos para empresas e consumidores, especialmente para famílias de menor renda, diante do cenário de inflação e recuperação econômica.
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