- O ministro José Guimarães (PT) disse ser contrário a socorrer o BRB diante do possível prejuízo causado pelo escândalo do Banco Master.
- O BRB enfrenta pressão após identificar cerca de R$ 12 bilhões em operações de crédito fraudulentas ligadas ao Master, elevando a necessidade de capital.
- O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso na manhã desta quinta; a PF investiga se ele recebeu recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
- A investigação aponta que Costa utilizou a presidência do BRB para sustentar a liquidez do Master, em troca de valores, com R$ 146,5 milhões recebidos via seis imóveis de luxo.
- Mensagens de WhatsApp trocadas entre Costa e Vorcaro indicam proximidade e alinhamento para crimes, enquanto Guimarães elogiou a Polícia Federal e mencionou a intenção de apurar todos os responsáveis.
Guimarães, novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, afirmou nesta quinta-feira que é contrário a um socorro federal ao BRB diante do escândalo envolvendo o Banco Master. A declaração foi dada durante café da manhã com jornalistas.
O BRB enfrenta pressão após a identificação de cerca de 12 bilhões de reais em operações de crédito fraudulentas, que prejudicam o balanço e elevam a necessidade de capital. O caso está ligado à estratégia de exposição do banco a carteiras originadas pelo Master.
O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso na manhã desta quinta-feira. A prisão integra o desdobramento da investigação conduzida pela Polícia Federal. O mandado aponta uso da presidência do BRB para sustentar a liquidez do Master, em troca de vantagens.
De acordo com a PF, o ex-presidente teria recebido 146,5 milhões de reais por meio de seis imóveis de luxo, negociados diretamente com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mensagens trocadas entre Paulo Henrique e Vorcaro indicam proximidade e alinhamento para a prática de crimes.
Os diálogos também mostram o então presidente tratando de negócios de interesse de Vorcaro, ao mesmo tempo em que discute a visita de sua esposa a um dos imóveis. As evidências reforçam indícios de irregularidades e corrupção ligados ao caso Master.
Guimarães se manifestou aparentemente surpreendido com as irregularidades reveladas. O ministro reforçou que a linha de orientação do presidente Lula é investigar todos os envolvidos, sem prejuízo da apuração.
No âmbito oficial, o governo federal mantém a linha de manter contestação a qualquer ajudinha emergencial ao BRB, priorizando a apuração das responsabilidades. O objetivo é esclarecer as falhas estruturais expostas pelo escândalo Master.
Contexto institucional
Guimarães assumiu o cargo nesta semana com a meta de aperfeiçoar a relação entre o governo e o Congresso. Como chefe da SRI, ele também ficará responsável por articular a ponte entre o Executivo, estados e municípios.
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