- Em mensagens, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, disse que o então governador Ibaneis Rocha pediu argumentos para defender a compra do Master pelo BRB, anunciada em 28 de março de 2025.
- Costa afirmou que Ibaneis previa críticas à operação e solicitou a preparação de um material de argumentação.
- A conversa foi incluída na decisão do ministro André Mendonça, do STF, que autorizou a cumprimento de nova fase da Operação Compliance Zero; Costa e o advogado Daniel Monteiro foram presos.
- A defesa de Ibaneis sustenta que as mensagens mostram que ele não acompanhava nem pressionava operações do BRB, garantindo autonomia da área técnica.
- Ibaneis foi fiador político da aquisição do Master pelo BRB; após o BC impedir a operação, ele comentou o potencial de tornar o BRB um banco nacional.
Foi preso nesta quinta-feira pela Polícia Federal o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em operação ligada à investigação da Compliance Zero. O objetivo é esclarecer atuação de pessoas ligadas a negócios envolvendo o banco público e a aquisição do Master.
Mensagens entre Costa e o operador Daniel Vorcaro revelam que Ibaneis Rocha, então governador do Distrito Federal, previa críticas à compra do Master pelo BRB e pediu material para sustentar a defesa da operação. A troca ocorreu antes de 1º de março, quando Costa mencionou a proximidade de uma data importante.
A negociação da aquisição do Master pelo BRB foi anunciada em 28 de março de 2025, mas não avançou após o BC proibir o negócio. Na conversa, Costa descreve alinhamento estratégico com Vorcaro sobre funções e estrutura de governança para o negócio.
Defesa do ex-governador
A defesa de Ibaneis afirma que o diálogo demonstra que ele não acompanhava nem influenciava as operações. Segundo os advogados, Ibaneis garantiu autonomia decisória à área técnica do BRB e não houve ingerência direta.
Contexto da operação
Ibaneis foi fiador político da compra pretendida, o que gerou desgaste durante o governo. O risco apontado por ele ao sistema financeiro foi tema de declarações anteriores, associadas à estratégia de ampliar a atuação do BRB.
A nova fase da investigação também prendeu o advogado Daniel Monteiro, apontado como operador financeiro de Vorcaro. Os investigadores apontam que Costa poderia ter papel relevante na estrutura societária discutida na época.
Entre na conversa da comunidade