Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Impeachment de Dilma: como evoluíram os protagonistas após 10 anos

Décimo aniversário do impeachment de Dilma: principais personagens ocupam papéis divergentes e mantêm influência no cenário político atual

Dilma Rousseff, Eduardo Cunha, Michel Temer e Jean Willys estão entre personagens do impeachment da ex-presidente
0:00
Carregando...
0:00
  • Em 17 de abril de 2016 houve a abertura do impeachment de Dilma Rousseff; o processo durou nove meses e terminou com o afastamento definitivo no final de agosto daquele ano, sem cassação de direitos políticos.
  • Hoje, Dilma preside o Novo Banco de Desenvolvimento (Brics) desde 2023 e foi reeleita para mais um mandato em 2025; Michel Temer foi presidente de 2016 a 2018, enfrentou denúncias e foi absolvido em 2022; Jair Bolsonaro ganhou projeção, tornou-se presidente em 2018, foi condenado em 2023 e cumpre prisão domiciliar por questões de saúde.
  • Os autores do pedido de impeachment foram Janaína Paschoal, Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo.
  • Eduardo Cunha, então presidente da Câmara, liderou a aceitação do processo e foi preso por corrupção; Renan Calheiros, presidente do Senado à época, conduziu o julgamento e hoje atua na Comissão de Assuntos Econômicos.
  • Os relatores do processo foram Jovair Arantes, na Câmara, e Antonio Anastasia, no Senado.

O impeachment de Dilma Rousseff foi aberto na Câmara em 17 de abril de 2016 e concluído no Senado, levando ao afastamento definitivo no fim de agosto do mesmo ano. O processo durou nove meses e mudou o cenário político do país.

Na época, o tema dominou o noticiário, com debates sobre legality, responsabilidade fiscal e o papel das instituições. O desfecho resultou na saída de Dilma e na posse de Michel Temer, vice na época, que assumiu a presidência até 2018.

Dilma Rousseff, derrotada na votação do Senado, manteve direitos políticos, o que abriu espaço para sua candidatura ao Senado em 2018, pela Minas Gerais, sem êxito. Em 2023, foi indicada para o NDB, o banco do Brics, e reeleita em 2025.

Michel Temer assumiu a Presidência após o impeachment e governou até 2018, promovendo reformas econômicas importantes, como a Reforma Trabalhista, a Reforma do Ensino Médio e o Teto de Gastos. Enfrentou denúncias de corrupção, sendo preso preventivamente em 2019, mas absolvido em 2022.

Autores do pedido de impeachment

O pedido original foi apresentado por Janaína Paschoal, Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo, com base em acusações de responsabilidade fiscal, improbidade administrativa e possível envolvimento em atos de corrupção na Petrobras. Paschoal era professor na USP na época.

Janaína Paschoal ganhou notoriedade nacional após o impeachment e seguiu na política, tornando-se vereadora em São Paulo em 2024. Miguel Reale Júnior, também da USP, permanece como professor e atua como conselheiro de instituições anticorrupção. Hélio Bicudo faleceu em 2018.

Presidentes da Câmara e do Senado

Eduardo Cunha teve papel central ao acolher o pedido de abertura do processo, ainda que enfrentasse investigação por corrupção. Cunha foi preso na Lava-Jato e perdeu seus direitos políticos, tentando retornar à Câmara em 2026.

Renan Calheiros, então presidente do Senado, conduziu o julgamento de forma a manter o rito e a tramitação no tempo adequado. Hoje, preside a Comissão de Assuntos Econômicos, com foco em temas financeiros e em inquéritos da PF.

Relatores do processo

Jovair Arantes foi o relator da Câmara, defendendo a admissibilidade do impeachment. Ele manteve atuação política após o processo, atuando como médico-dentista desde 2019 após seis mandatos como deputado.

No Senado, Antonio Anastasia foi o relator responsável pela avaliação de materialidade e autoria de crimes de responsabilidade. Anastasia seguiu no cargo até 2022, quando assumiu o Ministério do TCU, hoje ocupando posição no órgão.

Outros protagonistas

José Eduardo Cardozo, então ministro da Justiça, continuou como advogado de Dilma até o fim do processo, mantendo atuação jurídica após o afastamento. Ricardo Lewandowski presidiu o julgamento no Senado e assinou a sentença, assegurando a divisão entre perda do cargo e inelegibilidade.

Jair Bolsonaro, então deputado pelo PP do Rio de Janeiro, foi um dos defensores da abertura do processo, usando o momento para ampliar visibilidade nacional, o que ajudou a consolidar sua posição política futura.

Jean Wyllys, deputado pelo PSOL, foi uma voz contrária ao impeachment e ficou conhecido pelo episódio em que cuspiu em Bolsonaro durante a votação de admissibilidade. Wyllys deixou o Brasil em 2019 e retornou em 2023.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais