- A Polícia Federal prendeu treze pessoas na operação Narco Fluxo, totalizando trinta e três detidos em synchronized ações contra uma suposta organização criminosa de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
- Influenciadores anunciavam rifas digitais de imóveis e veículos com custo de cerca de R$ 0,19, incluindo rifas de um apartamento avaliado em R$ 200 mil e prêmios como carros.
- As rifas e jogos online eram usados para movimentar recursos de origem ilícita, com indícios de ligação a jogos de azar não regulamentados, apostas, rifas clandestinas e estelionato digital.
- Entre os investigados estão Chrys Dias, a esposa Débora Paixão, os músicos MC Ryan e MC Poze do Rodo, além de Raphael Sousa Oliveira; o esquema teria movimentado mais de R$ 1,63 bilhão.
- Mesmo após a operação, conteúdos de divulgação e links continuaram a surgir nas redes; a Justiça determinou o bloqueio de bens e restrições a empresas ligadas aos investigados.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Fluxo nesta quarta-feira, 15, prendendo 33 pessoas ligadas a uma suposta organização criminosa de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A ação mira rifas digitais, jogos online e apostas não regulamentadas, com indícios de ligação com o tráfico internacional de drogas.
Entre os presos estão o influenciador Chrys Dias e a esposa dele, Débora Paixão, apontados como figuras-chave do esquema. A PF também deteve MC Ryan, MC Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, dono do site Choquei. A investigação aponta uso de rifas a valores baixos para atrair participantes.
Segundo a PF, rifas de imóveis avaliados em cerca de 200 mil reais eram anunciadas por menos de 1 real. As publicações promoviam prêmios como apartamentos mobiliados, carros e rodadas gratuitas, com links que direcionavam a plataformas externas.
Os investigadores afirmam que os conteúdos funcionavam como prova social, com capturas de tela de supostos ganhos. As plataformas externas recebiam participantes que moviam recursos suspeitos, muitas vezes sem regulamentação.
Mesmo após a operação, a presença nas redes permaneceu atenta. Débora Paixão publicou vídeos de diligências da PF e voltou a divulgar jogos e links para acesso às plataformas. Ela também está sob custódia judicial.
A PF afirma que o esquema movimentou mais de 1,63 bilhão de reais e pode envolver lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Os alvos respondem, em tese, por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A Justiça determinou o bloqueio de bens e restrições a empresas ligadas aos investigados. A PF não detalhou o papel individual de cada preso e o caso segue em andamento, com novas informações esperadas.
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