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Juiz critica Trump por tentativa descarada de construir salão de festas

Juiz modifica liminar e critica uso de segurança nacional para viabilizar salão de festas da Casa Branca sem aprovação do Congresso

Area demolida da Ala Leste da Casa Branca onde Trump pretende construir um salão de festas — Foto: REUTERS/Kevin Lamarque
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  • Um juiz federal, Richard Leon, afirmou que o plano de Donald Trump de construir um salão de festas na Casa Branca sem aprovação do Congresso é ilegal.
  • O projeto envolve demolir a ala leste histórica e erigir um salão de cerca de 8.360 metros quadrados, com custo acima de US$ 400 milhões, financiado por doadores corporativos.
  • Trump e agências federais alegaram que questões de segurança nacional justificavam prosseguir com a obra, incluindo elementos como colunas à prova de mísseis e teto resistente a drones.
  • Leon revisou uma liminar anterior para deixar claro que a exceção de segurança nacional não autoriza toda a construção; segundo o juiz, a ampliação não pode ser tratada como justificativa para o projeto completo.
  • O National Trust for Historic Preservation acionou o governo, alegando excesso de autoridade ao iniciar o salão sem consentimento do Congresso, e o juiz confirmou a necessidade de limitar o escopo da exceção.

Um juiz federal decidiu nesta quinta-feira (16) que o plano de Donald Trump de construir um salão de festas na Casa Branca sem aprovação do Congresso é ilegal. A decisão critica a justificativa de segurança nacional apresentada para seguir com a obra, ressaltando limites legais.

O caso foi apresentado pelo National Trust for Historic Preservation, organização que atua na preservação de edifícios históricos. A ação acusa Trump de exceder autoridade ao demolir a ala leste em outubro e iniciar a construção de um salão de cerca de 8.360 m², com custo superior a US$ 400 milhões, financiado por doadores corporativos.

A decisão de 10 páginas revisita ordem anterior, emitida em 31 de março, que suspendia parte das obras, mantendo apenas ações necessárias para a segurança da residência presidencial. O tribunal argumenta que a exceção de segurança não pode abranger o projeto completo sem avaliação do Congresso.

Trump e as agências federais argumentaram que a segurança nacional justificava a continuidade, citando elementos como colunas resistentes a mísseis e teto à prova de drones. Também foi defendido que o salão e um bunker planejado formariam um conjunto único.

O juiz Richard Leon afirmou que a defesa busca inverter a exceção e sustenta que o projeto não pode prosseguir sem nova avaliação. A decisão atual esclarece o alcance da liminar anterior, mantendo o foco na autorização formal necessária para obras de grande porte.

Contexto jurídico

O National Trust pediu esclarecimentos sobre a liminar anterior. Um tribunal de apelação citou novos argumentos de segurança nacional e orientou Leon a revisar o alcance da decisão, mantendo o foco na legalidade do processo de aprovação.

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