- A Justiça italiana abriu nova brecha para a extradição da ex-deputada Carla Zambelli, desta vez pelo processo em que foi condenada pelo STF por porte ilegal de arma de fogo; ainda cabe recurso.
- Anteriormente, a Corte italiana já havia autorizado a transferência no caso relacionado à invasão de sistemas do CNJ.
- A defesa recorreu da autorização inicial e aguarda a análise do recurso pela Corte de Cassação; o advogado da deputada chamou a decisão de “sem sentido”.
- Após esgotadas as instâncias judiciais, caberá ao governo italiano decidir pela extradição, com a decisão final do Ministério da Justiça da Itália; mesmo um pedido sendo rejeitado, a validação de um dos casos basta para o envio.
- No STF, Zambelli foi condenada a dez anos de prisão por invasão de CNJ e falsidade ideológica; também recebeu cinco anos e três meses pela posse ilegal de arma de fogo e constrangimento.
A Justiça da Itália decidiu novamente pela extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP). O novo despacho envolve o caso em que ela foi condenada pelo STF por porte ilegal de arma de fogo. Ainda cabem recursos.
A defesa havia recorrido da autorização já emitida no caso do CNJ. A análise do recurso pela Corte de Cassação ainda não tem data definida e as próximas etapas ficam a cargo do governo italiano.
Após esgotadas as instâncias, caberá ao Ministério da Justiça italiano decidir pela extradição. Mesmo que um dos pedidos seja rejeitado, a decisão em um dos casos já sustenta a saída para o Brasil.
Condenações no STF
Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão por invasão de sistemas do CNJ e falsidade ideológica, na ação que também envolve o hacker Walter Delgatti Neto. Delgatti afirmou ter sido contratado para acessar o CNJ e inserir um falso mandado de prisão contra Moraes.
Ela também recebeu pena de 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com arma. O caso envolve uma perseguição armada a um homem após discussão política em São Paulo.
A ex-deputada deixou o Brasil e foi presa na Itália em operação conjunta das autoridades brasileiras e italianas. A extradição é alvo de decisão judicial recente, com possível impacto em próximas etapas processuais.
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