- O líder do PL no Senado, Carlos Portinho, e o ministro da Advocacia Geral da União, Jorge Messias, se encontraram pela primeira vez para tratar da indicação do AGU ao Supremo Tribunal Federal (STF).
- Lula já formalizou a nomeação, que depende da aprovação do Senado, com pelo menos quarenta e um votos favoráveis.
- Portinho reafirmou que o PL é contra a nomeação e que não votará no indicado, mantendo posição já anunciada.
- O senador alertou Messias sobre a dificuldade de aprovação em meio a tensões entre Congresso e STF, após a CPI do Crime Organizado ter votado pelo indiciamento de ministros do STF.
- O líder do PL mencionou que o clima é de defesa de senadores e citou que o decano Gilmar Mendes pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que investigue o senador Alessandro Vieira por abuso de poder.
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho, e o ministro da Advocacia Geral da União, Jorge Messias, reuniram-se pela primeira vez nesta quarta-feira, 15, para tratar da indicação ao STF. Messias é o indicado pelo presidente Lula para ocupar a vaga aberta na Corte.
O encontro ocorreu após Lula ter oficializado a nomeação, que ainda precisa de aprovação com pelo menos 41 votos no Senado. Portinho confirmou que manterá a posição de oposição à indicação.
Portinho explicou que a tensão entre Congresso e STF, acentuada pela CPI do Crime Organizado, dificulta a votação. Ele citou o clima de defesa do senador Alessandro Vieira, relator da comissão, e disse que o PL não apoiará a indicação, contando apenas com sua base de 32 votos.
Posição do PL e próximos passos
Segundo Portinho, o partido não tem condições de sustentar o apoio à nomeação. A oposição é prevista para permanecer contrária, independentemente de conversas com Messias. A sabatina de Messias está marcada para 28 de abril na Câmara Alta.
Ainda conforme Portinho, a base governista precisa angariar votos suficientes para confirmar a indicação. O PL mantém a linha de não votar pela aprovação, enquanto o governo busca alianças para ampliar o necessário apoio.
O ministro Messias afirmou que continuará conversando com senadores para apresentar seus argumentos. Não houve anúncio de mudança de posição por parte do senador portinhense, que reiterou a decisão já anunciada pelo PL.
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