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Lula comenta possível vitória de Flávio Bolsonaro e diz que é preciso aceitar

Lula diz que resultado das eleições deve ser aceito, independentemente de quem vença, defendendo democracia e rejeitando fascismo

Montagem com fotos de Lula e Flavio Bolsonaro - Metrópoles
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  • Lula disse, em entrevista à Der Spiegel, que o eleitorado precisa ser aceito independentemente do perfil do candidato vitorioso, mesmo diante de pesquisas que apontam Flávio Bolsonaro como favorito.
  • O presidente afirmou que não há lugar para fascistas no Brasil e que o país continuará democrático, reconhecendo que a esquerda pode vencer as eleições.
  • Sobre a reeleição, Lula evitou confirmar antecipadamente e disse que isso depende de uma convenção partidária do PT.
  • Em viagem à Europa por cinco dias, Lula buscará ampliar acordos comerciais e parcerias na Espanha, Alemanha e Portugal, com foco em cooperação e debates sobre democracia.
  • Ao retornar, na terça-feira, 21 de abril, o vice-presidente Geraldo Alckmin assumirá interinamente a Presidência.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a decisão do eleitorado nas eleições deve ser aceita, independentemente do perfil do vencedor. Em entrevista à revista Der Spiegel, nesta quinta-feira (16/4), ele comentou um eventual triunfo do senador Flávio Bolsonaro. Lula disse que, quando o povo toma uma decisão, é preciso respeitar o resultado.

Questionado sobre pesquisas que apontam chances de vitória de Flávio Bolsonaro, Lula enfatizou que o essencial é aceitar o veredito das urnas. Ele lembrou sua própria trajetória singular, destacando que chegou à presidência vindo de uma origem modesta e que não pode duvidar da soberania popular.

Não há lugar para fascistas, afirma Lula

Ao ser questionado sobre o risco de o Brasil regredir ao autoritarismo, Lula assegurou que o Brasil continuará uma democracia. Ele disse que a esquerda deve vencer a disputa eleitoral, mas sem abandonar o compromisso com instituições democráticas. Afirmou ainda que a ideia de direita radicais não tem futuro.

Sobre a reeleição, Lula evitou confirmar planos imediatos. Disse que depende de decisões internas do PT e mencionou a possibilidade de uma convenção para definir candidaturas. Em tom clínico, ressaltou que está ciclado para a continuidade, com foco nas prioridades do partido.

Viagem à Europa

Lula embarcou nesta quinta-feira para uma viagem de cinco dias pela Europa. O roteiro inclui Espanha, Alemanha e Portugal, com foco em acordos comerciais e cooperação estratégica. O objetivo é ampliar parcerias e avançar negociações consideradas prioritárias pelo governo.

Ao longo da viagem, o presidente participa de encontros bilaterais e eventos multilaterais, com agenda que também contempla debates sobre democracia e combate ao extremismo. O retorno ao Brasil está previsto para a próxima terça-feira (21/4).

Durante a ausência, o vice-presidente Geraldo Alckmin assume interinamente a Presidência. A atuação temporária visa manter o andamento institucional e a continuidade de medidas de governo.

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