- Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta, disputam quem lidera a ideia de fim da escala 6×1.
- A ideia prevê fim da escala 6×1, redução da jornada para 40 horas semanais, com pelo menos dois dias de descanso, sem redução salarial.
- As empresas são contrárias, citando possível aumento de desemprego, custos e inflação.
- Motta quer prioridade para uma proposta de emenda constitucional já em tramitação; Lula encaminha um novo projeto de lei, em regime de urgência, do zero.
- O governo busca ter a prerrogativa de sancionar o texto e vetar pontos, para atribuir a si a paternidade da medida.
Ainda em abril, o Congresso discute o fim da escala 6×1. O governo Lula pretende avançar com uma mudança na jornada de trabalho sem redução salarial, visando impacto político e social.
O debate envolve o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta. Motta defende prioridade a uma PEC já em tramitação para abolir a escala 6×1.
Lula, por sua vez, enviou um novo projeto de lei, em regime de urgência, para reduzir a carga horária para 40 horas semanais com dois dias de descanso. A proposta é apresentável sem alteração salarial.
O objetivo declarado é flexibilizar a agenda para permitir votação antes do Dia do Trabalhador e aumentar a pauta de defesa de direitos trabalhistas. A medida pode favorecer a popularidade do presidente.
A disputa entre os dois protagonistas envolve também o caminho legislativo: uma PEC precisa de promulgação do Congresso, enquanto um projeto de lei depende de sanção presidencial.
Se o projeto de lei prosperar, Lula manteria a autoridade sobre o texto final e poderia vetar pontos de discordância, destacando, na campanha, seu papel como autor da política.
Contexto: propostas em tramitação
Hugo Motta quer priorizar a PEC que já tramita na Câmara para encerrar a escala 6×1, enquanto o governo busca avançar com um novo projeto de lei, com urgência.
Implicações políticas
Analistas destacam que o desfecho pode influenciar apoio de sindicatos, empregadores e do eleitorado, além de impactar o ambiente de votações no plenário. A data efetiva de votação ainda não está definida.
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