- José Guimarães, novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, afirmou ser radicalmente contrário a qualquer socorro federal ao Banco de Brasília (BRB).
- O BRB, cujo principal acionista é o Governo do Distrito Federal, tentou comprar o Master em setembro de dois mil e vinte cinco, ação negada pelo Banco Central; em novembro, o Master foi liquidado extrajudicialmente.
- Paulo Henrique Costa, preso, é investigado por ter recebido propina de Daniel Vorcaro para aprovar a aquisição de carteiras fraudulentas do Master pelo BRB; os apartamentos de luxo somam até R$ cento e quarenta e seis milhões e meio.
- Guimarães disse que, ao fim da investigação, “doa a quem doer” os responsáveis devem ser punidos, segundo orientação do presidente Lula.
- A governadora do DF, Celina Leão, afirmou que a rivalidade com Lula atrapalha o diálogo com o governo federal e pediu maior atenção para uma possível solução de socorro ao BRB.
O novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou a jornalistas durante café da manhã no Palácio do Planalto que é radicalmente contrário a qualquer tipo de socorro do governo ao Banco de Brasília (BRB). A declaração foi feita no contexto do conflito envolvendo o BRB e o caso Master.
O BRB, majoritariamente controlado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), tentou adquirir o Master em setembro de 2025, operação que foi recusada pelo Banco Central. Em novembro seguinte, a autarquia liquidou extrajudicialmente o banco do empresário Daniel Vorcaro, que é alvo de investigações por suspeitas de fraudes bilionárias no sistema financeiro.
Paulo Henrique Costa foi preso hoje e é investigado por ter recebido propina de Vorcaro para aprovar a aquisição de carteiras fraudulentas do Master pelo BRB. A soma envolvida em imóveis de luxo alcança 146,5 milhões de reais, conforme a Polícia Federal.
Guimarães disse que não esperava que o grupo envolvido tivesse tamanho controle; segundo ele, após a conclusão da investigação será apurada a atuação de todos os responsáveis, conforme orientação do presidente Lula, com punição aos envolvidos.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou que a rivalidade política com o presidente Lula dificulta o diálogo com o governo federal sobre soluções para o BRB. Ela pediu maior diálogo e destacou a possibilidade de ações da Caixa Econômica, caso houvesse interesse, para colaborar com o banco.
Celina Leão destacou ainda que o GDF precisa, em alguns pontos, promover mudanças, inclusive na gestão. Ela afirmou que está buscando ajustar a equipe e fortalecer a atuação do governo no enfrentamento de irregularidades no caso Master/BRB.
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