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Ministro é contra ampliar desonerações no fim da escala 6×1

Ministro José Guimarães (PT) é contra ampliar desonerações para empresas como parte das negociações pelo fim da escala 6x1; transição é tema de debate na Câmara

Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI), José Guimarães, durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto
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  • O novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, disse ser contra ampliar desonerações a empresas para aprovar o fim da escala 6×1 no Congresso.
  • Ele afirmou que a transição pode ser discutida, mas não vê necessidade de mais desonerações, dizendo que o país não suporta.
  • Deputados do setor produtivo cobram período de transição e desonerações tributárias para enfrentar aumento de custos operacionais.
  • A Câmara analisa uma Proposta de Emenda à Constituição sobre o tema; o governo enviou projeto de lei em regime de urgência para tramitar em até três meses.
  • Guimarães busca melhorar a relação com o Congresso neste ano eleitoral; o Planalto quer marcar território e manter controle sobre o conteúdo da medida.

O novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães (PT), posicionou-se contrariamente à ampliação de desonerações a empresas como parte das negociações para encerrar a escala de trabalho 6×1 no Congresso. A declaração foi feita durante café da manhã com jornalistas nesta quinta-feira (16).

Guimarães afirmou que não vê necessidade de novas desonerações e que a transição para as novas regras pode ser discutida, mas cabe ao Congresso definir os detalhes. O ministro destacou que o país não tolera fiscalmente mais benefícios nesse momento.

Entre as pautas defendidas por deputados ligados ao setor produtivo estão um período de transição para a implementação das mudanças e a extensão de desonerações tributárias. Entidades empresariais dizem que mudanças podem elevar o custo de produtos e reduzir empregos, enquanto o governo sustenta que jornadas mais equilibradas aumentam produtividade.

Pontos em debate no Legislativo

A Câmara analisa uma Proposta de Emenda à Constituição sobre o tema, com avaliação de maior segurança jurídica e protagonismo do Congresso, segundo interlocutores. O governo também enviou um projeto de lei com tramitação em regime de urgência, com prazo de aprovação de até três meses antes das eleições.

A escolha por texto próprio do Planalto gerou desconforto entre parte da Câmara, que vê na estratégia uma forma de manter controle sobre o conteúdo e indicar veto. Guimarães assumiu o cargo recentemente, buscando aproximar o Executivo do Legislativo neste ano eleitoral.

O estado atual das negociações envolve coerência entre interesses do governo e do Congresso, com cediças em pontos específicos para viabilizar a aprovação do fim da escala 6×1. Com o foco nas eleições, a expectativa é de mobilização constante para definir o formato definitivo.

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