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Nove partidos ameaçam esvaziar eleição da Alerj se voto aberto for mantido

Nove partidos ameaçam esvaziar a Alerj se o voto aberto persistir; defesa do voto secreto visa proteger parlamentares de pressões e retaliações

Plenário da sede da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) — Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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  • Nove siglas, lideradas pelo PSD, defendem voto secreto na eleição da presidência da Alerj e ameaçam deixar o plenário se o voto aberto for mantido.
  • O bloco é formado por PSD, MDB, Podemos, PT, PDT, PSB, Cidadania, PCdoB e PV; a candidatura fica a cargo do deputado Vitor Junior (PDT).
  • A presidência da Alerj está vaga após a cassação de Rodrigo Bacellar (União Brasil), afastado desde dezembro por suspeita de vazamento de informações a TH Joias.
  • Os parlamentares afirmam que o voto fechado protege a independência e evita pressões e retaliações, enquanto o voto aberto seria “jogo e cartas marcadas”.
  • A votação ocorre às 11h de sexta-feira; a defesa do voto secreto argumenta que, sem ele, o deputado Douglas Ruas (PL) seria favorecido pela janela partidária e alianças existentes.

O PSD, liderado pelo ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, e outras oito siglas de centro-esquerda divulgaram uma nota pública defendendo o voto secreto na eleição para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O grupo ameaça deixar o plenário caso o voto aberto permaneça.

A frente de partidos afirma que o voto aberto é um jogo de cartas marcadas que expõe parlamentares a pressões e retaliações, ferindo a Constituição. O objetivo é preservar a liberdade de escolha dos deputados e a independência do Legislativo fluminense.

A presidência da Alerj está vaga após a cassação de Rodrigo Bacellar (União Brasil), afastado desde dezembro por suspeita de compartilhar informações com Thiego Santos, conhecido como TH Joias, ligado ao crime organizado. O novo pleito está marcado para sexta-feira, às 11h.

O que está em jogo

Os partidos já acionaram o Judiciário para barrar o voto aberto. O PSD ajuizou ação direta de inconstitucionalidade no STF, defendendo o voto fechado em eleições indiretas para governador e argumentando coerência com o pleito na Alerj. O PDT recorreu ao TJ-RJ para manter o segredo do voto.

Segundo o bloco, a estratégia de voto secreto é relevante após a janela partidária, que ampliou a bancada para 23 deputados do PL, além de União Brasil e PP. A coalizão avalia que, sem voto secreto, o deputado Douglas Ruas (PL) tende a vencer com facilidade.

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