- Nove siglas, lideradas pelo PSD, defendem voto secreto na eleição da presidência da Alerj e ameaçam deixar o plenário se o voto aberto for mantido.
- O bloco é formado por PSD, MDB, Podemos, PT, PDT, PSB, Cidadania, PCdoB e PV; a candidatura fica a cargo do deputado Vitor Junior (PDT).
- A presidência da Alerj está vaga após a cassação de Rodrigo Bacellar (União Brasil), afastado desde dezembro por suspeita de vazamento de informações a TH Joias.
- Os parlamentares afirmam que o voto fechado protege a independência e evita pressões e retaliações, enquanto o voto aberto seria “jogo e cartas marcadas”.
- A votação ocorre às 11h de sexta-feira; a defesa do voto secreto argumenta que, sem ele, o deputado Douglas Ruas (PL) seria favorecido pela janela partidária e alianças existentes.
O PSD, liderado pelo ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, e outras oito siglas de centro-esquerda divulgaram uma nota pública defendendo o voto secreto na eleição para a presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O grupo ameaça deixar o plenário caso o voto aberto permaneça.
A frente de partidos afirma que o voto aberto é um jogo de cartas marcadas que expõe parlamentares a pressões e retaliações, ferindo a Constituição. O objetivo é preservar a liberdade de escolha dos deputados e a independência do Legislativo fluminense.
A presidência da Alerj está vaga após a cassação de Rodrigo Bacellar (União Brasil), afastado desde dezembro por suspeita de compartilhar informações com Thiego Santos, conhecido como TH Joias, ligado ao crime organizado. O novo pleito está marcado para sexta-feira, às 11h.
O que está em jogo
Os partidos já acionaram o Judiciário para barrar o voto aberto. O PSD ajuizou ação direta de inconstitucionalidade no STF, defendendo o voto fechado em eleições indiretas para governador e argumentando coerência com o pleito na Alerj. O PDT recorreu ao TJ-RJ para manter o segredo do voto.
Segundo o bloco, a estratégia de voto secreto é relevante após a janela partidária, que ampliou a bancada para 23 deputados do PL, além de União Brasil e PP. A coalizão avalia que, sem voto secreto, o deputado Douglas Ruas (PL) tende a vencer com facilidade.
Entre na conversa da comunidade