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PF diz que Vorcaro parou de pagar propina após saber da investigação

PF aponta que Vorcaro interrompeu pagamentos de propina ao ex-presidente do BRB após tomar ciência de investigação sigilosa, em meio à operação Compliance Zero

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  • PF aponta que Daniel Vorcaro parou de pagar propina ao saber de um procedimento investigatório sigiloso contra Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.
  • Costa foi preso nesta sexta-feira, 16 de abril de 2026, em operação ligada à 4ª fase da Compliance Zero.
  • Investigações indicam que Costa acordou receber 146,5 milhões de propina do Banco Master, relacionado à compra de créditos de 12 bilhões pelo BRB.
  • A PF identificou seis imóveis de luxo usados como pagamento indevido, totalizando cerca de 74 milhões de reais, sem conclusão dos pagamentos.
  • Vorcaro teria tido ciência do procedimento sigiloso antes de receber cópias das peças do processo, em junho de 2025, segundo a PF.

O Polícia Federal concluiu a 4ª fase da operação Compliance Zero, revelando que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, interrompeu o pagamento de propina ao ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, após tomar ciência de um procedimento investigatório. A decisão envolve registros sobre a aquisição e repasse de imóveis usados para pagamento indevido.

Segundo as informações da PF, Costa estaria envolvido em um acordo para recebimento de 146,5 milhões de reais em propina, ligado à compra de créditos considerados podres pelo BRB. A investigação aponta ainda que, para justificar o repasse, teriam sido usados seis imóveis de luxo, com repasses que somaram cerca de 74 milhões de reais.

A PF registra que Vorcaro ordenou ao seu advogado, Daniel Monteiro, que interrompesse todas as movimentações e o registro das transações com Costa assim que soube da apuração. A decisão do Supremo, proferida pelo ministro André Mendonça, indica que Vorcaro teve conhecimento do procedimento investigatório sigiloso ao menos até junho de 2025.

Costa foi preso nesta quinta-feira, 16 de abril de 2026, em operação que também envolve a apropriação de recursos e a compra de créditos do Master pelo BRB, no valor estimado em 12 bilhões de reais. As investigações apontam que o acordo previa a continuidade de pagamentos mesmo com a existência de apurações formais.

A defesa de Costa destacou que a prisão foi considerada desnecessária em entrevista realizada em frente à casa do ex-presidente. O advogado Cleber Lopes afirmou que a defesa vai analisar o processo para recorrer da decisão e que Costa não apresenta risco à instrução criminal, à ordem pública nem à aplicação da lei penal.

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