- O Planalto acionou o Ministério da Justiça para realizar entrevista à imprensa sobre a quarta fase da Operação Compliance Zero, após pedido da Secom devido ao grande volume de demandas de jornalistas.
- Além do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Polícia Federal participou da coletiva; foram mantidos poucos detalhes sobre os desdobramentos, citando sigilo nos autos pelo ministro André Mendonça.
- Na última etapa, houve prisões do ex-presidente do Banco de Brasília, Paulo Henrique Costa, e do advogado Daniel Monteiro, além de sete mandados de busca e apreensão em Brasília e São Paulo.
- A PF informou que a quarta fase é desdobramento da primeira, deflagrada em novembro do ano passado, com foco na corrupção dentro do BRB e no esquema de lavagem de dinheiro relacionado a atos de corrupção.
- Em somatório, as três fases anteriores somaram oitenta e dois mandados de busca e apreensão e doze prisões, incluindo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O Planalto acionou a Secretaria de Comunicação (Secom) para pedir uma entrevista à imprensa que esclareça dúvidas sobre a quarta fase da Operação Compliance Zero. O anúncio foi feito pelo ministro da Justiça, Wellington Lima, nesta quinta-feira, 16.
Segundo o ministro, a solicitação ocorreu após a Secom registrar grande volume de demandas da imprensa. Além do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Polícia Federal participou da coletiva para prestar informações.
Desdobramentos da operação
O Ministério da Justiça e Segurança Pública e a PF não divulgaram detalhes operacionais da quarta fase, citando sigilo nos autos imposto pelo ministro André Mendonça, relator da ação no STF. A última etapa prendeu o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o advogado Daniel Monteiro, consultor de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com sete mandados de busca em Brasília e São Paulo.
William Murad, diretor-executivo da PF, apresentou balanço das três fases anteriores, com 82 mandados de busca e apreensão e 12 prisões, incluindo Daniel Vorcaro. A quarta fase é descrita como desdobramento da primeira, deflagrada em novembro do ano passado, com foco inicial nas fraudes do Master e, agora, na corrupção dentro do BRB.
O chefe da PF afirmou que o foco atual envolve a corrupção de gestores do BRB e o esquema de lavagem de dinheiro relacionado aos atos de compra e venda investigados. Ele ressaltou limitações para entrar em detalhes, mas confirmou o direcionamento para o tema de corrupção.
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