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Polícia Militar é chefiada por mulheres em apenas dois estados brasileiros

Nomeação da coronel Glauce Cavalli para chefiar a PM de São Paulo marca marco histórico e evidencia lento avanço de mulheres a comandos gerais no país

Gonçalo Junior
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  • Coronel Glauce Anselmo Cavalli foi nomeada para chefiar a Polícia Militar de São Paulo, substituindo o coronel José Augusto Coutinho.
  • Ela se torna a primeira mulher a chefiar a PM de São Paulo em 200 anos de história.
  • Antes dela, a única mulher no comando da PM no Brasil era a coronel Marta Renata Freitas, no Acre, desde dezembro de 2024.
  • a nomeação foi publicada no Diário Oficial do Estado na quinta-feira, 16.
  • Especialistas apontam barreiras institucionais e culturais que ainda dificultam ascensão de mulheres a cargos de comando, mas o caso paulista tem peso simbólico para futuras lideranças.

A nomeação da coronel Glauce Anselmo Cavalli para assumir o comando geral da Polícia Militar de São Paulo marca, pela primeira vez em quase 200 anos, a liderança feminina na PM paulista. A escolha foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira, 16, pelo governador Tarcísio de Freitas.

Cavalli vai suceder o coronel José Augusto Coutinho, que estava no cargo desde maio de 2025. O governador destacou a oficial como extremamente preparada para comandar a maior tropa policial do País. A decisão amplia o horizonte de atuação das mulheres em postos de alto comando.

Contexto nacional e regional

Antes de Cavalli, apenas a PM do Acre tinha uma comandante-geral mulher, desde dezembro de 2024, com a coronel Marta Renata Freitas. A presença feminina em cargos de comando ainda é minoritária entre as corporações estaduais. Em 27 estados, a chefia continua ocupada majoritariamente por homens.

Especialistas ressaltam que fatores institucionais, culturais e históricos dificultam a ascensão feminina a comandos gerais. A nomeação em São Paulo é vista como marco simbólico, potencialmente abrindo espaço para novas lideranças dentro da segurança pública.

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