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Prisão de ex-presidente do BRB expõe ligações políticas na venda do Master

Prisões no Banco de Brasília (BRB) apontam conexões políticas por trás da operação Master com banco público e venda a Vorcaro

Prisão de ex-presidente do BRB levará às conexões políticas por trás da tentativa de venda do Master para banco público
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  • A Polícia Federal prendeu o ex‑presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, em meio a investigações sobre fraudes no Master e a tentativa de venda do banco a uma instituição pública.
  • As investigações apontam que as negociações entre BRB e Master teriam contado com políticos ligados aos dois lados, indicando conexões políticas por trás das operações.
  • O BRB chegou a comprar mais de R$ 16 bilhões em créditos do Master, sendo cerca de R$ 12 bilhões de carteiras fraudulentas; o Banco Central determinou o desfecho dessas operações após as fraudes.
  • Costa afirmou que R$ 10 bilhões foram desfeitos, mas as apurações sugerem que parte do montante foi substituída por créditos podres.
  • Além de políticos do Centrão, o ex‑governador de Brasília Ibaneis Rocha é alvo de investigações por operações com fundos da Reag, ligados a Vorcaro; diálogos entre Costa e Vorcaro indicam relação próxima de negócios.

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, em operação que mira fraudes associadas ao Master e à tentativa de aquisição pelo banco público. A investigação aponta ligações entre as operações e a influência de políticos.

A PF indica que as negociações entre BRB e Master teriam sido precedidas por contatos entre políticos ligados aos dois lados, segundo apurações em curso. A prisão faz parte de desdobramentos do caso, que envolve créditos adquiridos pelo BRB.

Costa, que iniciou a carreira como técnico da Caixa e chegou a presidir o BRB por meio de articulações políticas do Centrão, é alvo central das apurações. A investigação busca esclarecer o papel dele nas tratativas com o Master.

O BRB financiou compras de créditos do Master, totalizando mais de R$ 16 bilhões, dos quais cerca de R$ 12 bilhões teriam se mostrado fraudulentos. A operação visava socorrer a instituição de Vorcaro, em dificuldades de liquidez.

Após constatada a fraude, o Banco Central determinou o desfazimento das operações. Costa afirmou que R$ 10 bilhões foram desfeitos, mas apurações indicam substituição por créditos podres em parte dos ativos.

Entre os investigados, também aparece Ibaneis Rocha, ex-governador do DF e candidato ao Senado, que nega conhecimento sobre as fraudes. A PF analisa operações com fundos da Reag, envolvendo Vorcaro e o escritório de advocacia ligado à família do ex-governador.

Diálogos apreendidos em aparelhos celulares revelam uma relação próxima entre Costa e Vorcaro, contrária ao que o ex-presidente do BRB sustentava em depoimentos à PF. Em um trecho, Costa sugeriu divergências com Vorcaro, o que os trabalhos atuais mostram de outra forma.

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