- O promotor Nathan da Silva descreveu a chacina que dizimou dez pessoas da mesma família como “empreendimento das trevas”, organizado há meses e friamente calculado.
- Segundo o MPDFT, o crime foi planejado nos mínimos detalhes, definindo local, recursos, armas, veículos e divisão de tarefas entre os envolvidos.
- A morte do patriarca Marcos Antônio foi apontada como o ponto de não retorno da sequência criminosa.
- Cinco réus estão no processo: Fabrício Silva, Horácio Carlos, Gideon Batista, Carlos Henrique e Carlomam dos Santos; o promotor criticou cada um durante a sustentação.
- Ao concluir, o promotor afirmou que não há inocentes entre os réus e que todos contribuíram para a eliminação da família.
O promotor do Ministério Público do DF, Nathan da Silva, classificou a chacina que dizimou 10 pessoas da mesma família como um empreendimento das trevas, ocorrido no Distrito Federal. A fala ocorreu no Fórum de Taguatinga, durante a apresentação do caso contra cinco réus.
De acordo com a acusação, o crime foi planejado nos mínimos detalhes ao longo de meses, com definição de local, recursos, armas, veículos e divisão de funções entre os envolvidos. A defesa afirma que a sequência criminosa teve o marco inicial com a morte do patriarca da família.
O promotor descreveu o episódio como uma escalada organizada que teve como ponto de inflexão a morte de Marcos Antônio, o que, segundo ele, deixou claro o rumo violento do crime. Os réus são Fabrício Silva, Horácio Carlos, Gideon Batista, Carlos Henrique e Carlomam dos Santos.
Entre as alegações, Gideon Batista aparece como alguém com potencial de corromper mentes e de acusar inocentes para se eximir de responsabilidade, segundo o promotor. Horácio Carlos foi apresentado como um escudeiro que se sujeitou às ordens do suposto líder, mantendo-se em silêncio no plenário.
Fabrício Silva é acusado de tentar se eximir de culpa, mesmo tendo conhecimento da dinâmica criminosa. Segundo o MP, ele esteve no cativeiro antes da chegada das vítimas e participou da destruição de provas, incluindo a limpeza do local e a queima de vestígios.
Carlomam dos Santos, embora mais jovem, foi visto pela acusação como alguém com experiência no crime que poderia ter resistido às ações. A promotoria afirma que não houve posição de vítima por parte dele.
Ao final, o MP declarou que todos os réus tiveram participação essencial no que chamou de empreendimento das trevas, afirmando que não há inocentes entre eles e que todos contribuíram para a eliminação da família.
Entre na conversa da comunidade