- O PT no Rio Grande do Sul ficará sem candidatura ao governo neste ano, conforme decisão da Comissão Executiva Nacional, para apoiar a reeleição de Lula.
- A estratégia gaúcha envolve aliança com o PDT e outras forças de centro-esquerda, com Juliana Brizola à frente da tática eleitoral; Edegar Pretto era apontado como liderança, mas abriu mão da candidatura.
- Pretto deve ser vice na chapa de Juliana Brizola, segundo acordo imposto pela direção nacional.
- A decisão gerou bate-boca público entre petistas, com críticas de dirigentes como Valter Pomar e José Dirceu, enquanto analistas dizem que o PT reduz candidaturas próprias em estados-chave para fortalecer a causa nacional.
- No Rio Grande do Sul, o PT tem presença regional, mas não hegemonia; sondagens indicam vantagem de Luciano Zucco (PL) na disputa estadual, com Brizola em segundo e Pretto em terceiro em cenários avaliados.
A executiva nacional do PT, reunida em 7 de abril de 2026, aprovou diretrizes para o Rio Grande do Sul alinhadas à estratégia nacional. A resolução enfatizou a prioridade da reeleição de Lula e orientou ações para sustentar esse objetivo no estado.
O documento aponta a construção de uma aliança com o PDT como elemento central, visando consolidar um campo democrático de centro-esquerda. A liderança prevista para coordenar a tática gaúcha é a aliada Juliana Brizola, com a предпendente de que Edegar Pretto tenha liderança legítima para conduzir o processo.
Segundo a decisão, o PT do RS ficou sem candidatura própria ao governo pela primeira vez desde a fundação do partido. O PDT teria imposto a condição de apoio à reeleição presidencial, facilitando a união entre forças alinhadas ao campo democrático.
Contexto e desdobramentos no RS
Após a decisão, Pretto abriu mão oficialmente da candidatura no final da semana anterior. A tendência é que Pretto ocupe o posto de vice na chapa encabeçada por Juliana Brizola, neta do ex-governador Leonel Brizola.
O anúncio gerou atrito público entre lideranças petistas, com críticas de setores da direção ao rumo tomado pela Executiva Nacional. Ex-presidentes e quadros da corrente interna divergiram sobre a interpretação da intervenção.
Analistas destacam que a direção nacional tem limitado candidaturas próprias em estados-chave, priorizando alianças que possam fortalecer a campanha de Lula. A lógica vale para RS, Rio de Janeiro e Minas Gerais, com menos autonomia estadual e maior foco em coalizões.
Cenários eleitorais e histórico do PT no RS
No Rio Grande do Sul, o PT mantém presença significativa, mas não hegemonia eleitoral. Em 2022, o PT ficou atrás no primeiro turno para governador; em 2024 houve vitória municipal em Pelotas, porém derrota em Porto Alegre.
Entre os candidatos, a rede formada envolve Juliana Brizola, apoiada por PDT e outras siglas, enfrentando Luciano Zucco (PL) e Gabriel Souza (PSD). O PSDB planeja uma chapa própria com Marcelo Maranata e Betty Cirne.
Pesquisa divulgada em março pelo Real Time Big Data aponta Zucco na liderança entre as intenções de voto para governador, seguido por Brizola, Pretto e Souza, em cenários onde a coalizão nacional busca maior competitividade para Lula. A sondagem ouviu 1,5 mil pessoas entre 14 e 16 de março, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
Entre na conversa da comunidade