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Ramagem comenta prisão nos EUA e critica comando da PF

Ramagem afirma detenção migratória nos EUA, nega prisão por multa de trânsito e critica a PF, pedindo asilo para ele e a esposa

Ex-deputado afirma que, ao contrário do que havia informado Paulo Figueiredo, ele não foi preso pela multa de trânsito
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  • Alexandre Ramagem foi detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduaneiras (ICE) dos Estados Unidos na última segunda-feira, 13, e liberado dois dias depois.
  • Ele afirma ter sido preso por questões migratórias, não por multa de trânsito, e que já pediu asilo para ele e para a esposa no país.
  • Ramagem, aliado de Jair Bolsonaro, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por organização criminosa, com pena de 16 anos e 1 mês em regime fechado, e perda de mandato.
  • Antes de fugir para os EUA, ele já enfrentava a condenação; governo brasileiro aguardava deportação para cumprir a pena.
  • PF e autoridades norte-americanas devem se reunir para entender as circunstâncias da soltura; Ramagem criticou o atual diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em vídeos divulgados.

O ex-deputado Alexandre Ramagem foi detido pelo ICE, o Serviço de Imigração e Aduanas dos EUA, na segunda-feira, 13, em território norte‑americano. A prisão ocorreu por questões migratórias, e Ramagem afirma que já regularizou a situação.

Inicialmente, o influenciador Paulo Figueiredo informou que Ramagem havia sido preso por uma multa de trânsito. Ramagem rejeita a versão e diz ter pedido asilo para ele e para a esposa nos EUA.

Ramagem já foi delegado da Polícia Federal e ex-diretor da Abin. No ano passado, o STF o condenou por organização criminosa armada, tentativa de golpe e violação ao Estado Democrático de Direito, com pena de 16 anos em regime fechado.

Ainda antes da detenção, Ramagem deixou o Brasil com a família. Após a prisão nos EUA, o governo brasileiro contava com a possível deportação para cumprir a pena.

Nesta quinta, a PF vai se reunir com autoridades dos EUA para entender as condições que levaram à soltura de Ramagem. O ex-deputado criticou a PF e o diretor-geral Andrei Rodrigues.

Ramagem afirma que a PF de outrora perdeu credibilidade e acusou o diretor de suposta cooperação policial internacional sem justificativa. O teor da crítica reforça a tensão entre as instituições envolvidas.

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