- Alexandre Ramagem, ex-deputado e ex-diretor da Abin, foi detido pelo Serviço de Imigração dos EUA e liberado dois dias depois, alegando tratar-se de questão migratória.
- Em vídeo publicado nesta quinta-feira, ele afirma que sua situação está regular e que já pediu asilo para ele e para a mulher nos Estados Unidos.
- Ramagem criticou a Polícia Federal e o diretor-geral Andrei Rodrigues, chamando a PF de “polícia de jagunços” e pedindo afastamento imediato do dirigente.
- Representantes da PF planejam reunião com autoridades dos Estados Unidos para entender as circunstâncias da soltura.
- Ramagem foi condenado pelo STF por organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, com pena de 16 anos, e, antes da prisão, fugiu para os EUA com a família.
Depois de ser detido pelo ICE nos Estados Unidos e liberado dois dias depois, o ex-deputado Alexandre Ramagem revelou, em vídeo, como ocorreu a detenção. Ele informou que a situação migratória motivou a retenção e que já regularizou seu status no país.
Ramagem afirmou que não houve envolvimento com trânsito ou infrações locais e que já pediu asilo para ele e para a esposa. Alega ainda que a liberação teve natureza administrativa, sem necessidade de fiança, e que não está se escondendo.
A Polícia Federal (PF) teme o desdobramento do caso e planeja uma reunião com autoridades norte-americanas para entender as circunstâncias da soltura. O objetivo é esclarecer as condições que permitiram a liberação do ex-deputado.
Contexto político e histórico
Ramagem já foi delegado da PF e diretor da Abin. Em 2023, foi condenado pelo STF por organização criminosa armada, tentativa de golpe e violação ao Estado Democrático de Direito, recebendo pena de 16 anos e 1 mês em regime fechado, com perda de mandato.
Antes do avanço do caso nos EUA, Ramagem deixou o Brasil com a família, após a condenação. A expectativa do governo brasileiro era de deportação para cumprir a pena no país.
Ponto de vista de Ramagem
O ex-parlamentar criticou a direção da PF, especialmente o atual diretor-geral, Andrei Rodrigues, questionando a credibilidade da instituição. Segundo ele, a PF teria se transformado em uma “polícia de jagunços” sob a gestão recente, o que, na visão dele, compromete a cooperação internacional.
A defesa de Ramagem sustenta que não houve irregularidade em sua atuação anterior e que o caso nos EUA não condiz com as acusações apresentadas no Brasil. As partes envolvidos ainda não divulgaram novas informações oficiais.
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