- A Justiça Eleitoral de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público Eleitoral e tornou Ratinho réu por violência política contra mulher, por declarações feitas em 2021 contra Natália Bastos Bonavides (PT).
- No programa de rádio, Ratinho criticou um projeto de lei da deputada que visava tratamento igual entre casais na celebração do casamento civil, dizendo para Natália “ir lavar roupa, costurar a calça do marido, a cueca dele”.
- Em outro trecho, ele afirmou que seria necessário “eliminar esses loucos” e questionou se seria possível “pegar uma metralhadora”, segundo o Ministério Público.
- A Justiça alegou que as falas humilham a condição de mulher e remetem a um estereótipo de gênero que relega a mulher ao espaço doméstico, deslegitimando sua atuação na esfera pública.
- A decisão destacaria potencial intimidatório e ameaça nas declarações; a CNN buscou contato com a equipe de Ratinho, sem retorno até o momento.
A Justiça Eleitoral de São Paulo tornou Carlos Roberto Massa, o Ratinho, réu por violência política contra mulher. A denúncia foi acatada após declarações feitas em 2021 à deputada Natália Bastos Bonavides (PT). O caso envolve episódio ocorrido durante programa de rádio.
Ratinho criticou um projeto de lei defendido pela deputada, que tratava de garantir tratamento igual entre casais na celebração do casamento civil. Em tom de ataque, ele afirmou que Natália deveria “lavar roupa” e “costurar a calça do marido”, entre outras observações, numa resposta que a justiça considerou desrespeitosa.
A defesa da deputada e o Ministério Público Eleitoral apontaram que as falas reproduzem estereótipos de gênero, rebaixando a mulher à esfera doméstica e minimizando sua atuação pública. Também há avaliação de que a sugestão de eliminar inimigos pode configurar intimidação.
Contexto jurídico
A decisão da Justiça Eleitoral classificou as falas como um ato de humilhação e constrangimento, com potencial de intimidar uma parlamentar eleita. A avaliação aponta ainda que a expressão de violência verbal pode ter efeito intimidatório, independentemente da intenção.
Natália Bastos Bonavides afirmou, em nota, que o caso é grave para sua atuação parlamentar e que a tramitação está sendo levada a sério. A deputada ressaltou que o tema ainda contribui para a construção de jurisprudência sobre violência política de gênero.
A CNN informou que tentou ouvir Ratinho por meio de sua equipe, no SBT, mas não houve retorno até o momento. O processo segue sob conhecimento da Justiça Eleitoral e aguardaん posicionamentos adicionais.
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