- A senadora Elizabeth Warren, o principal democrata da Comissão de Bancos do Senado, pediu mais transparência sobre os investimentos do indicado de Trump para chefiar o Federal Reserve, Kevin Warsh, na sabatina da próxima semana.
- Warsh, ex-funcionário sênior do Fed e investidor rico, lista ativos financeiros superiores a $100 milhões em divulgações, mas com valores apresentados por faixas. Ele owns a própria consultoria, a Vicarage LLC.
- Ele se comprometeu a vender esses ativos e deixar de atuar como assessor financeiro se confirmado, mas não divulgou valores de todos os investimentos nem nomes de alguns clientes.
- Warren afirmou que é um problema não ter divulgação completa e pediu transparência total nas fileiras éticas; Warsh disse que acordos de confidencialidade anteriores impossibilitam detalhar certas participações.
- Também nesta quinta-feira, todos os 11 democratas da comissão pediram que a sabatina seja adiada até a investigação do Departamento de Justiça sobre custos da reforma de um prédio de $2,5 bilhões do Fed e o papel do presidente Powell, além de questionarem a tentativa de demitir a governadora Lisa Cook.
O indicado de Trump para presidir o Federal Reserve, Kevin Warsh, deverá enfrentar perguntas duras sobre seu vasto patrimônio financeiro em audiência do Comitê de Bancos do Senado, na próxima semana. Senadora Elizabeth Warren, principal democrata do painel, disse ter se reunido com Warsh e pediu divulgação mais ampla de ativos do que constava nos formulários de divulgação.
Warsh é ex-funcionário do Fed e investidor rico. Ele revelou ativos financeiros avaliados em faixas superiores a 100 milhões de dólares, sem indicar valores precisos. Possui participação em vários fundos de investimento e dirige a consultoria Vicarage LLC. Em devidos compromissos éticos, prometeu vender esses ativos e deixar de atuar como assessor caso seja confirmado.
Apesar das promessas, Warren destacou que nem todos os investimentos foram totalmente detalhados, incluindo os nomes de alguns clientes. Warsh alegou que acordos de confidencialidade impedem especificar o tamanho de cada participação. Ele afirmou que cumprirá exigências éticas ao vender esses investimentos, se confirmado.
Ainda nesta quinta-feira, todos os 11 democratas do Comitê pediram o adiamento da sabatina até que o DOJ conclua a apuração sobre custos de uma reforma de 2,5 bilhões de dólares no prédio do Fed e o papel de Powell nesse processo, bem como o esforço de Trump para demitir a governadora do Fed, Lisa Cook. O grupo classificou os movimentos como parte de um esforço mais amplo para controlar o Fed.
A solicitação de Warren e o pedido de adiamento destacam tensões sobre as indicações de cargos-chave do Fed e a transparência de patrimônio dos nomes escolhidos pelo presidente. Autoridades e assessores encaram o eventual aprofundamento das perguntas como essencial para avaliar possíveis conflitos de interesse.
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