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Senadores enviam resolução do Trump para suspender mineração na Boundary Waters

Senado envia resolução a Trump para levantar moratória de mineração perto da Boundary Waters, avançando exploração de metais com impactos ambientais potenciais

In this image from Senate Television video, Sen. Tammy Baldwin, D-Wis., speaks about the Boundary Waters in northern Minnesota, on the Senate floor at the U.S. Capitol in Washington, Wednesday, April 15, 2026. (Senate Television via AP)
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  • O Senado aprovou, por 50 a 49, a resolução que sugere liberar a proibição federal de mineração próxima à Boundary Waters Canoe Area Wilderness, em Minnesota, e enviá-la ao presidente Donald Trump para assinatura.
  • A medida visa abrir caminho para a Twin Metals Minnesota LLC, controlada pela chilena Antofagasta Minerals, explorar cobre, níquel e outros metais na Duluth Complex.
  • Críticos afirmam que a retirada da proibição poderia criar precedentes de abertura de proteção de terras públicas em todo o país e impactar o ecossistema da região.
  • A moratória de mineração na floresta nacional, imposta em 2022, busca proteger a bacia hidrográfica e a área de wilderness, que atrai milhares de visitantes anualmente.
  • A empresa precisa de licenças federais e estaduais, além de enfrentar potenciais ações judiciais que podem atrasar ou impedir a mineração por anos.

O Senado dos Estados Unidos aprovou uma resolução que enviou a Donald Trump para assinatura, solicitando o fim do veto federal à mineração próximo à Boundary Waters Canoe Area Wilderness, em Minnesota. A medida visa abrir caminho para a extração de metais no complexo Duluth, segundo a empresa Twin Metals Minnesota LLC, ligada à Antofagasta Minerals.

A resolução foi aprovada no Senado por 50 votos a 49, após ter passado pela Câmara na semana anterior. Os apoiadores afirmam que a mineração poderia gerar empregos e fortalecer a produção doméstica de minerais estratégicos. Críticos alertam para riscos ambientais e à preservação do parque.

Democratas argumentam que a retirada do veto criaria um precedente perigoso para áreas públicas em todo o país. Senadores de Minnesota ressaltaram a importância de proteger a região, e citam impactos na identidade local.

Contexto da área protegida

A Boundary Waters se estende por cerca de 150 milhas (240 quilômetros) pelo Superior National Forest, na fronteira com o Canadá. A região abriga lagos cristalinos, florestas e paisagens vulneráveis, com controle de atividades de consumo de recursos e de vias de acesso.

Parte da área fica no Duluth Complex, rocha rica em cobre, níquel, chumbo, zinco, ferro, prata e ouro, segundo o Serviço Florestal. A Twin Metals apresentou, em 2019, um plano para minerar metais na área, com promessas de empregos e impostos para comunidades locais.

Questões legais e operacionais

A primeira administração Trump renovou os contratos de minerais em 2019, mas o governo Biden encerrou os acordos em 2022. Em 2023, o governo federal impôs uma moratória de 20 anos sobre mineração em 400 milhas quadradas da floresta. A Twin Metals ajuizou ação para manter as concessões, que foi rejeitada pela justiça e é objeto de recurso.

Trump sinalizou favorecer a retomada de projetos de mineração doméstica, citando uma emergência energética. Reguladores de Minnesota aprovaram planos exploratórios da empresa em dezembro passado.

Reação de opositores e próximos passos

Repórteres eleitorais e grupos ambientais enfatizam que a retirada da moratória não seria apenas sobre a área de proteção, mas sobre a bacia hidrográfica que a envolve. Organizações ambientais e entusiastas ao ar livre organizam protestos e mobilizações.

A Twin Metals sustenta que o projeto seria subterrâneo, com tecnologia de baixo carbono e planos de recuperação ambiental, incluindo revegetação pós-atividade. A empresa afirma também que o projeto atenderia padrões de segurança e proteção ambiental.

O que pode acontecer a partir de agora

Mesmo com a assinatura, o andamento depende de licenças federais e estaduais, que podem levar anos. Permissões da UFS e do Exército dos EUA, além de aprovações estaduais, seriam necessárias, com potenciais desafios legais de organizações ambientais.

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