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STF forma maioria contra lei de SC que proíbe cotas em universidades

STF forma maioria para declarar inconstitucional lei de Santa Catarina que proibiu cotas em universidades públicas estaduais e privadas com recursos estaduais

Voto de Gilmar Mendes já tem seis votos. Ministro considerou convenção promulgada durante o governo Bolsonaro.
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  • STF formou maioria para declarar inconstitucional a lei de Santa Catarina que proibiu cotas raciais em universidades públicas estaduais e em privadas que recebem recursos estaduais.
  • Relator Gilmar Mendes foi acompanhado pelos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Edson Fachin; ainda faltam os votos de Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia; julgamento em plenário virtual.
  • Ações diretas de inconstitucionalidade foram propostas por partidos e associações de esquerda; o tema chegou ao STF por seis ações diretas.
  • Gilmar Mendes argumentou que a vedação às cotas viola a Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância, com status de emenda constitucional.
  • Ministros destacaram ausência de análises de impacto da medida; governo de Santa Catarina citou dados demográficos, com 76,28% da população se autodeclarando branca, conforme censo de 2022.

O STF formou maioria nesta quinta-feira (16) para declarar inconstitucional uma lei de Santa Catarina que proíbe a previsão de cotas raciais em universidades públicas estaduais e em privadas que recebem recursos estaduais. A decisão adota o julgamento em plenário virtual.

A votação contou com o apoio do relator Gilmar Mendes e dos ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Edson Fachin. Ainda faltam os votos de Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia.

Origem do caso

A matéria chegou ao STF por meio de seis ações diretas de inconstitucionalidade movidas por partidos e associações de esquerda. A defesa sustenta que a vedação às cotas viola a Convenção Interamericana contra o Racismo, a Discriminação Racial e Formas Correlatas de Intolerância, com status de emenda à Constituição.

Argumentos dos ministros

GIlmar Mendes criticou a aprovação rápida do PL 753/2025 pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina, sem análises sobre impactos ou consequências da interrupção da política de ações afirmativas. A leitura aponta falhas no processo legislativo.

Flávio Dino ressaltou déficit de deliberação qualificada diante da ausência de estudos de impacto. Alega que a projeção fere premissas da própria pauta do STF e interrompe políticas de igualdade.

Complemento técnico

Edson Fachin citou estudos que indicam vantagens de cotas para ampliar acesso de grupos raciais minoritários, destacando que estudantes brancos com mesma renda e desempenho costumam enfrentar barreiras de acesso ainda presentes.

Ponto de referência demográfico

O governo de Santa Catarina defende a lei com dados do censo de 2022, que aponta 76,28% da população catarinense como branca. A defesa sustenta que o quadro demográfico justificaria o modelo da lei.

Próximos passos

Ainda faltam os votos de quatro ministros para o fechamento da maioria. O julgamento ocorre no formato virtual, com desdobramentos a partir da leitura final do tema. As decisões devem manter o entendimento sobre cotas no âmbito estadual e privado com recursos estaduais.

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