- O TCU encontrou irregularidades no uso de aeronaves da FAB por autoridades, como voos sem justificativa, passageiros não identificados e sigilo indevido em listas.
- A auditoria aponta baixa ocupação e descarte prematuro de documentos de voos.
- Voos da FAB custaram, entre janeiro de 2020 e julho de 2024, cerca de R$ 285 milhões para transportar autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário.
- Técnicos estimam que os voos da FAB chegam a custar até 6,4 vezes mais que deslocamentos equivalentes na aviação comercial; em 2024, a economia potencial seria de R$ 36,1 milhões em sete meses.
- O tribunal determinou que a Casa Civil, o Ministério da Defesa e a Aeronáutica apresentem, em 30 dias, um plano para reformular a regulação de uso de aeronaves; não houve manifestação até o momento.
O TCU apontou irregularidades no uso de aeronaves da FAB por autoridades, com custos elevados e falta de transparência. Em relatório divulgado, o tribunal destaca voos sem justificativa clara, embarques não identificados e baixa ocupação.
A auditoria fala ainda de descarte prematuro de documentos de voos e sigilo indevido em listas de passageiros. O custo, em comparação com a aviação comercial, chega a 6,4 vezes maior para os mesmos deslocamentos. A avaliação abrange o período de janeiro de 2020 a julho de 2024.
Entre 2020 e 2024, voos da FAB para transportar autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário totalizaram cerca de 285 milhões de reais. Em 2024, apenas em sete meses, a economia estimada da comparação com a aviação comercial seria de 36,1 milhões.
A taxa de ocupação média foi de 55%. Ao todo, 111 voos tiveram apenas um passageiro e 1.585 voos transportaram cinco passageiros, representando 21% do total. A aeronave da FAB com menor capacidade transporta oito passageiros.
Medidas e prazos
O TCU determinou que, em 30 dias, a Casa Civil, o Ministério da Defesa e a Aeronáutica apresentem um plano de reformulação da estrutura regulatória para o emprego de aeronaves. A reportagem solicitou posicionamento oficial, mas até o momento não houve manifestação dessas pastas nem da FAB.
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