- Zema, pré-candidato do Novo, lançou as diretrizes do plano de governo em São Paulo, reiterando que levará a campanha até o fim e não disputará ser vice de Flávio Bolsonaro.
- O programa inclui privatização de todas as estatais ou empresas de economia mista (como Petrobras, Caixa, Banco do Brasil e Correios), além de um regime de trabalho paralelo à CLT com pagamento por horas e sem FGTS, e reforma permanente da Previdência com idade revisada a cada dois anos e capitalização.
- Sobre o STF, há proposta de ministros com idade mínima de 60 anos, mandatos de 15 anos, obrigatoriedade de prestação de contas e proibição de parentes de ministros terem negócios com eles; objetivo é reduzir o poder de chamados “intocáveis”.
- O conjunto de medidas também prevê combate ao custo de vida, controle de juros e endurecimento penal, com boa parte das mudanças dependendo da atuação do Congresso.
- Em entrevista, Zema negou possibilidade de aliança com Flávio Bolsonaro; pesquisas indicam cenário com Lula na frente, seguido por Flávio e Caiado, e o Novo discute alianças para ampliar espaço, sem confirmação de composição.
O pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, lançou nesta quinta-feira em São Paulo as diretrizes do seu plano de governo, reafirmando que seguirá com a pré-candidatura até o final. O evento ocorreu na capital paulista sob o slogan o Brasil sem intocáveis, e apresentou propostas que incluem a reforma do STF e medidas de privatização.
Zema negou rumores de que possa aceitar ser vice na chapa de Flávio Bolsonaro, ressaltando que pretende consolidar o nome do Novo na corrida presidencial. O ex-governador de Minas Gerais usa sua gestão no estado como referência de possível mudança nacional.
O lançamento adota a linha de custo de vida como foco, com propostas para reduzir despesas governamentais, frear juros e equilibrar contas. O plano prevê mudanças estruturais na Previdência, além de um regime de capitalização e revisões periódicas de idade.
Propostas-chave e reforma do STF
O documento indica privatizações de estatais e empresas de economia mista, incluindo Petrobras, Caixa, BB e Correios. Também sugere um regime de trabalho paralelo à CLT, com pagamento por horas e sem FGTS, além de uma reforma permanente da Previdência, com idade variável a cada dois anos.
O tema do STF aparece como eixo marcante, com propostas para tornar o Judiciário mais transparente, com ministros obrigados a prestar contas, indicação com idade mínima de 60 anos e mandatos de 15 anos. Defende-se ainda impedir que parentes dos ministros tenham negócios jurídicos.
Cenário político e estratégia do Novo
Dirigentes do Novo destacaram que o partido mudou ao adotar estratégias como uso de recursos do fundo eleitoral e alianças, buscando maior competitividade. Embora Zema negue eventual aliança com Flávio Bolsonaro, há setores internos que defendem aproximação para ampliar o alcance eleitoral.
Uma ala do partido também aponta a possibilidade de buscar palanques e alianças para além do cenário presidencial, inclusive para o Congresso, com foco em superar a cláusula de barreira. O presidenciável enfatizou que conversas sobre alianças estão ocorrendo, sem adiantar nomes.
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