- Romeu Zema, pré-candidato do Novo, apresentou o plano de governo com foco em privatizações, estímulo à economia e maior flexibilização das relações de trabalho, incluindo um modelo alternativo à CLT.
- O modelo proposto permitiria que empregador e empregado escolham entre a CLT e um contrato de trabalho diferente, com redução de rigidez, sem extinguir a CLT.
- Zema criticou o Bolsa Família e defendeu condicionar o benefício à aceitação de propostas de emprego por parte de homens adultos aptos ao trabalho.
- O ex-governador de Minas Gerais negou a possibilidade de ser vice de Flávio Bolsonaro e contou ter conversado com Jair Bolsonaro, citando apoio à união da direita.
- Também propôs reforma do Supremo Tribunal Federal, incluindo idade mínima de sessenta anos, mandato de quinze anos e maior controle sobre atos de ministros.
O pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, apresentou nesta quinta-feira (15) o plano de governo caso seja eleito. O anúncio ocorreu na presença de lideranças do Partido Novo. O foco está em propostas para a economia, com privatizações e maior flexibilização das relações de trabalho. Zema propõe reformas no Judiciário e rejeita ser vice de Flávio Bolsonaro.
Entre as propostas, o ex-governador de Minas Gerais apresenta um modelo opcional à CLT, permitindo que patrão e empregado escolham o formato do contrato de trabalho. A ideia não prevê o fim da CLT, mas abre espaço para contratos com jornadas diferenciadas.
Zema também criticou o Bolsa Família, defendendo condicionantes ligadas à oferta de emprego para homens adultos aptos ao trabalho. Segundo ele, vagas no setor privado não são preenchidas por causa do programa atual.
Encontro com Bolsonaro e alianças
Em entrevista coletiva, Zema negou a hipótese de assumir a vice-presidência na chapa de Flávio Bolsonaro. Revelou ainda que manteve conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que teria dito que mais candidatos à direita fortalecem a direita e dificultam ataques ao PT.
Reforma do Judiciário e ética
O pré-candidato afirmou que, se eleito, apresentará uma reforma no Supremo Tribunal Federal. Propõe idade mínima de 60 anos para ministros, mandato de 15 anos e mecanismos de responsabilização. Também defenderia impedir que parentes de ministros tenham negócios com a Corte.
Outras medidas e objetivos
Zema defende uma agenda de moralização do Judiciário e aponta como objetivo reduzir a percepção de impunidade entre ministros. A proposta inclui critérios de atuação e maior transparência na Corte. O conjunto de propostas busca ampliar a atratividade econômica do país.
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