- O homem acusado de matar Charlie Kirk, Tyler Robinson, pediu ao juiz que proíba câmeras no tribunal, alegando violação de seu direito a um julgamento justo devido à cobertura ao vivo da acusação.
- Robinson deve ir a julgamento na sexta-feira, com sua defesa alegando que a cobertura tende a influenciar jurados potenciais.
- A defesa cita uma matéria do New York Post que, mesmo sem áudio, afirma ter recebido suposta confissão durante conversa na primeira audiência; a conversa com os advogados era inaudível.
- Os promotores pretendem buscar a pena de morte caso Robinson seja condenado pelo tiroteio de quinze de setembro em Utah Valley University, em Orem.
- Dados de perícia apontam DNA compatível com Robinson na gatilho, na cápsula disparada, em duas munições não disparadas e em uma toalha usada para envolver o rifle, enquanto a defesa aponta que DNA de várias pessoas foi encontrado em itens.
Tyler Robinson, acusado de matar Charlie Kirk, pediu que o juiz proíba câmeras no tribunal, alegando que a transmissão ao vivo da acusação viola seu direito a um julgamento justo. O caso está em tramitação em Salt Lake City, com a defesa argumentando viés da cobertura.
Robinson completa 23 anos nesta quinta-feira. A morte de Kirk ocorreu durante um comício com milhares de presentes no campus da Utah Valley University, em Orem, em 10 de setembro. A defesa sustenta que a cobertura midiática serve a propósitos comerciais e sensacionalistas, em detrimento da imparcialidade do processo.
A promotoria pretende buscar a pena de morte em caso de condenação. Enquanto isso, a defesa aponta para uma reportagem do New York Post que, segundo eles, citou uma suposta confissão durante uma conversa na primeira audiência após a prisão. A conversa foi inaudível, mas houve menção a uma análise de leitura labial.
Acesso da mídia e decorum no tribunal
Relatos indicam que o juiz Tony Graf já interrompeu transmissions ao vivo em audiências anteriores, após exibir algemas do réu, violando regras de decoro. Em outra sessão, imagens de close de Robinson provocaram críticas de violação de normas, levando o magistrado a proibir filmagens por parte de um operador de TV.
Organizações de imprensa, a promotoria e a viúva de Kirk defendem a abertura do processo, argumentando que a transparência é a melhor forma de evitar desinformação e teorias conspiratórias. O FBI realiza testes adicionais em evidências relacionadas ao caso.
Evidências e próximos passos
Segundo documentos, DNA compatível com Robinson foi encontrado na ponta do rifle, na cápsula deflagrada, em duas munições não utilizadas e em uma toalha que envolvia o arma. A defesa aponta que DNA de várias pessoas foi encontrado em alguns itens, exigindo análises mais complexas.
Os juristas ressaltam que as políticas sobre câmeras variam por estado, com Utah conferindo aos juízes discricionariedade para permitir ou não a filmagem. Juristas lembram que publicar não equivale a direito de transmissão contínua.
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