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Cármen Lúcia alerta sobre grave crise de confiabilidade do Judiciário

Cármen Lúcia afirma que crise de confiabilidade do Judiciário é grave e merece reconhecimento, em alinhamento com descrença internacional

Ministra do Supremo Tribunal Federal sentada em cadeira vermelha, vestindo toga preta com detalhes vermelhos, com mão próxima ao rosto, em ambiente formal com painel de madeira ao fundo.
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  • A ministra do Supremo Tribunal Federal, Carmen Lúcia, afirmou que a crise de confiabilidade do Judiciário no Brasil é grave e precisa ser reconhecida.
  • Ela disse que a descrença nos sistemas de justiça é um fenômeno internacional.
  • A declaração ocorreu em palestra para estudantes de Direito Civil na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro.
  • Carmen Lúcia, hoje com setenta e um anos, afirmou que pretende retornar à advocacia após a aposentadoria, aos 75, dizendo ter tido mais alegrias como advogada.
  • O tema cresce em meio a debates sobre a confiança no STF, à luz de casos recentes, pesquisas do Datafolha e à influência de investigações parlamentares como a CPI do Crime Organizado.

A crise de confiabilidade do Judiciário brasileiro foi destacada pela ministra do STF, Cármen Lúcia, em palestra na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Ela afirmou que a situação é grave e precisa ser reconhecida, defendendo que não se trate apenas de um problema interno do Judiciário.

A ministra disse que a descrença não é restrita ao Brasil e ocorre em contextos internacionais. Segundo ela, há equívocos que devem ser corrigidos e um debate global sobre a fragilidade de sistemas de justiça caso não haja aperfeiçoamento.

Cármen Lúcia, de 71 anos, também comentou planos de retornar à advocacia após a aposentadoria do STF, que ocorre aos 75. Ela citou que teve mais alegrias como advogada do que como juíza, mantendo, no entanto, que a função é necessária.

A fala acontece em meio a uma exposição sobre a crise interna do tribunal, que envolve desconfianças na relação entre ministros e setores empresariais. O tema ganhou força após o caso Master e ligações com o banco Master, segundo reportagens associadas.

Dados recentes de pesquisa indicam percepção de excesso de poder entre ministros. O Datafolha revelou que 75% dos brasileiros veem esse excesso e 71% consideram o STF essencial à democracia, enquanto 75% afirmam ter menos confiança no tribunal hoje.

A CPI do Crime Organizado também contribuiu para o debate sobre regras de sigilo e custódia de provas em investigações parlamentares. O relatório chegou a indicar indiciamento de ministros, mas foi rejeitado pela maioria dos integrantes da corte.

O STF tem discutido medidas para tornar mais rígido o acesso a dados sigilosos em CPIs, limitando quem pode acompanhar essas informações e restringindo a participação de pessoas alheias ao objeto da comissão.

O discurso de Fachin, presidente do STF, também apontou para a necessidade de enfrentar a crise com olhos de ver e ouvidos de ouvir, para evitar que soluções antigas seja reproduzidas em problemas novos. A fala de Fachin ocorreu em São Paulo.

Eleitores, ministros e o governo acompanham ainda a tramitação de julgamentos no TSE sobre eleições indiretas no Rio de Janeiro, interrompida recentemente por pedido de vista de um ministro. O acórdão aguarda publicação para continuidade do julgamento.

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