- A ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, afirmou que a crise de confiabilidade do Judiciário é séria e precisa ser reconhecida e tratada com seriedade.
- Ela fez o comentário durante palestra com estudantes de direito civil na FGV, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (17).
- Cármen Lúcia disse que a descrença não é exclusiva do Brasil e que há movimentos internacionais que apontam riscos de fragilidade do Judiciário caso não haja aperfeiçoamento.
- A ministra ressaltou que há equívocos e erros a corrigir e que a crise de desconfiança atinge instituições públicas e privadas em algum grau.
- O tema ganhou ainda contorno político na esteira de revelações ligadas ao Banco Master, com envolvimento de membros do STF e familiares, segundo o material divulgado.
A ministra do STF, Cármen Lúcia, afirmou que a crise de confiabilidade do Judiciário é grave e precisa ser reconhecida e tratada com seriedade. Em palestra para estudantes de direito civil na Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro, ela destacou a descrença nas instituições de justiça e a necessidade de compreender suas causas.
A fala ocorreu em meio a debates sobre reformas e inovações no funcionamento do tribunal. A ministra lembrou que a crise de confiança não é exclusiva do Brasil e que a desconfiança atinge também outros países. Ela ressaltou a importância de identificar erros internos para aperfeiçoar o sistema.
Ela observou que o Brasil enfrenta desafios de credibilidade especialmente no Supremo, mas enfatizou que há questões sistêmicas a serem apuradas e corrigidas. Segundo a ministra, a dissociação entre expectativas públicas e atuação institucional acarreta fragilidades do direito.
Envolvimento com o Banco Master
A crise ganhou contornos novos com revelações sobre ligações de membros do STF com o Banco Master. Foi divulgado que a mulher do ministro Alexandre de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, manteve um contrato milionário com o banco. Também houve trocas de mensagens entre Daniel Vorcaro e Moraes no dia da primeira prisão do banqueiro, em novembro do ano passado.
Em outra frente, uma empresa associada a Dias Toffoli, que é sócio, teria recebido recursos de um fundo ligado ao banco. A repercussão levou Toffoli a deixar a relatoria das investigações relacionadas ao caso e a se declarar suspeito para participação nos julgamentos.
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