Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Caso Henry: Gilmar Mendes restabelece prisão de Monique Medeiros

Gilmar Mendes restabelece a prisão de Monique Medeiros, sustentando a autoridade do STF e que o atraso do júri decorreu de manobra da defesa

Gilmar fundamentou a decisão na preservação da autoridade do STF - (crédito: Luiz Silveira/STF)
0:00
Carregando...
0:00
  • O ministro Gilmar Mendes restabeleceu a prisão preventiva de Monique Medeiros, acusada de homicídio qualificado e tortura contra Henry Borel, após recurso da acusação.
  • A decisão cassou o relaxamento da prisão feito pela 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, em 23 de março de 2026, que alegou excesso de prazo injustificado.
  • Mendes afirmou que houve desrespeito à autoridade do STF, ao revogar custódia na instância inferior, configuração que esvazia a eficácia das decisões da Corte.
  • O ministro explicou que o atraso do júri ocorreu porque a defesa deixou o plenário, não configurando demora processual injustificada pelo Judiciário.
  • A Procuradoria-Geral da República já havia opinado pela procedência da reclamação; com a decisão, a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio deve adotar medidas para garantir a integridade da ré e acelerar o julgamento pelo Tribunal do Júri.

O ministro Gilmar Mendes, decano do STF, restabeleceu nesta sexta-feira 17/4 a prisão preventiva de Monique Medeiros da Costa, acusada de participação no homicídio do filho Henry Borel, em 2021. A decisão atende a ação movida por Leniel Borel de Almeida, pai da vítima e assistente de acusação, e suspende o relaxamento da prisão feito pela vara do Rio de Janeiro.

Mendes cassou a decisão de 23/3/2026 da 2ª Vara Criminal do Rio, que havia relaxado a custódia sob o argumento de excesso de prazo. O relatório aponta que a tomada de decisão violou determinações anteriores do STF e a autoridade da Corte, ao desconsiderar medidas cautelares já reconhecidas.

O decano sustenta que a revogação provocou esvaziamento da eficácia das decisões do STF e violou a hierarquia jurisdicional. Segundo o ministro, o adiamento do júri ocorreu apenas após a defesa deixar o plenário, e não por falha do sistema judiciário.

A linha de raciocínio do STF considera a demora processual sob o prisma da razoabilidade, não apenas de cálculos matemáticos. Desfechos provocados pela defesa não devem ser creditados ao Judiciário como atraso injustificado.

A prisão de Monique se sustenta na gravidade concreta do crime e em evidências de coação de testemunhas. Durante prisão domiciliar, em abril de 2022, a ré utilizou redes sociais e celular, violando restrições.

Enquanto Monique esteve em domicílio, a defesa argumentou em favor da liberação para novo julgamento, mas o STF entendeu que a medida representaria risco à oitiva de testemunhas. A PGR já havia se posicionado pela procedência da reclamação.

A decisão do STF determina, ainda, que a Secretaria de Administração Penitenciária do Rio adote as medidas cabíveis para garantir a integridade da acusada. Também recomenda celeridade no julgamento pelo Tribunal do Júri.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais