- O ministro Dias Toffoli, relator do caso Master no STF, esteve no Tayayá e acompanhou as tratativas para a acareação entre Daniel Vorcaro, Paulo Henrique Costa e Ailton de Aquino.
- O ambiente em Brasília ficou tenso com desdobramentos diários do caso e com a decisão inusual de Toffoli convocar a acareação antes de depoimentos individuais.
- A investigação da PF abriu inquérito para apurar envolvimento de influencers e da própria instituição financeira no que envolve o Master, BC e investigadores.
- Vorcaro, preso em novembro e solto 10 dias depois, passou a coordenar ações contra o Banco Central e a PF, com apoio de escritórios de advocacia bem pagos; ele nega irregularidades.
- O TCU ampliou o escrutínio sobre o BC, enquanto a indústria financeira reforçou o apoio ao regulador para manter a liquidação do Master, temendo desdobramentos e questionamentos sobre decisões futuras.
Na virada do ano, o STF recebeu sinais de tensão relacionados ao caso Master. Dias Toffoli, relator à época, participava de tratativas no resort Tayayá, no Paraná, enquanto o tema ganhava tração no TCU e na PF.
A operação envolve o Banco Master, o BRB e autoridades de fiscalização. A acareação marcada para 30 de dezembro visava confrontar depoimentos de Vorcaro, Costa e o diretor de Fiscalização do BC. O objetivo era esclarecer relações entre operadores e ministros.
No desenrolar, houve prisão e libertação de Vorcaro em novembro, seguida de novas fases da operação Compliance Zero. A PF abriu inquérito para apurar condutas de influenciadores e pressionamento a agentes públicos.
O cenário institucional ficou tenso em Brasília, com toques de sigilo no TCU. O ministro Jhonatan de Jesus impôs restrições de acesso e passou a defender auditoria ao BC. Outros ministros discutiram a atuação da Corte em grupos restritos.
O BC, por sua vez, recebeu fortalecimento de apoio do setor financeiro em carta conjunta. A iniciativa buscou preservar a independência regulatória diante da pressão por mudanças na liquidação do Master.
A investigação aponta para tentativa de barrar a liquidação, mudar o liquidante e anular o processo de liquidação. Além disso, há indícios de ações para desqualificar o BC diante de decisões sobre o caso Master.
Entre documentos, mensagens e áudios, surgem relatos de contatos entre Vorcaro, Moraes e outras figuras públicas. A PF analisa o material, com dezenas de aparelhos apreendidos e volumes de dados em migração de perícia.
A 4ª fase da operação resultou na prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, sob suspeita de negociar imóveis com Vorcaro em troca de favorecimentos ao Master. A defesa nega irregularidades.
Ao longo do mês, investigadores destacaram que o Master demonstrou força suficiente para resistir a ações de ocultação. O caso permanece sem prazo definido para conclusão, com novas frentes abertas a cada etapa de periciais.
Fontes no inquérito indicam que o volume de dados ainda está em processo de extração e organização. A depender da PF, novas diligências devem emergir, abrindo caminhos adicionais para o entendimento do conjunto de empresas, fundos e contratos envolvidos.
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