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Caso Master no DF vai além de escândalo financeiro, aponta investigação

Operação Compliance Zero expõe rede de propina envolvendo ex-presidente do BRB, advogado e o Master, ampliando apuração sobre fraudes no Distrito Federal

Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, voltou às ruas e prendeu o ex-presidente do BRB
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  • A quarta fase da operação Compliance Zero mira delações de Daniel Vorcaro, com foco em propina de R$ 140 milhões e créditos fraudulentos no BRB que somaram cerca de R$ 12 bilhões para o Master.
  • O ex-presidente do BRB pode ter atuado como “mandatário” de Vorcaro no banco, com Ibaneis Rocha reservando a última palavra em negócios a bilhões.
  • O ex-governador Ibaneis já é alvo da PF há tempos, e há registro de um contrato de R$ 38 milhões firmado pelo escritório ligado à Reag em maio de 2024.
  • O advogado Daniel Monteiro é apontado como responsável por estruturar a rede de pagamentos dissimulados, atuando dentro do Master e da Reag, com pouco mais de R$ 79 milhões recebidos do Master entre 2022 e 2025.
  • O caso envolve ainda forte movimentação de recursos entre pessoas ligadas ao Master e a autoridades públicas, com destaque para repasses acima de R$ 80 milhões ao advogado Barci de Moraes entre 2024 e 2025.

A Polícia Federal deflagrou a quarta fase da operação Compliance Zero, envolvendo o Banco BRB e o grupo Master, com novas prisões no Distrito Federal. A ação mira desvios e pagamentos de propina associados a operações de crédito suspeitas entre 2022 e 2025. Os investigadores buscam esclarecer a relação entre executivos, advogados e estruturas de empresas usadas para ocultar valores.

O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso. Segundo a PF, ele estaria conectado a pagamentos de propina estimados em centenas de milhões de reais, supostamente intermediados por redes ligadas ao Master. Costa atuava como figura importante na navegação de contratos e créditos no banco público.

Além de Costa, a PF prendeu o advogado Daniel Monteiro, apontado como formulador de soluções para pagamentos dissimulados. O escritório dele teria recebido cerca de R$ 79 milhões do Master entre 2022 e 2025, segundo investigações. Monteiro é considerado responsável por estruturar a rede vorcárica de pagamentos.

Quem está envolvido

A investigação cita ainda Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal à época de parte dos contratos, cuja defesa sustenta falta de conhecimento sobre os negócios. A PF já tinha conhecimento do envolvimento de um ex-governador, com contratos de alto valor envolvendo o fundo Reag, conforme apurações anteriores.

Costa

Costa é apontado como possível mandatário de Vorcaro no BRB, ou seja, o representante designado na prática. A apuração aponta que o poder decisório do banco público não estava concentrado apenas nele, mas também em autoridades da gestão pública.

Monteiro

Monteiro atuava dentro do Master e da Reag, segundo os investigadores, e seria articulador de camadas de fundos usados para remunerar diferentes operadores ligados ao esquema. O caso envolve estruturas de empresas-biombo e fundos associados para disfarçar pagamentos.

Desdobramentos e contextos

A PF ressalta que a operação não se restringe ao âmbito financeiro; envolve também atores públicos e privados, com foco na integridade de contratos e aquisições na esfera do DF. O movimento recente amplia a linha de apuração sobre fraudes relacionadas a créditos concedidos e repactuação de carteiras entre BRB e o Master.

O Ministério Público e a defesa dos citados devem apresentar informações adicionais nos próximos dias. As investigações continuam para esclarecer a extensão das operações e a participação de outras pessoas físicas e jurídicas, bem como a origem de valores envolvidos.

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