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CPI do Crime Organizado pede arquivamento de queixa de Gilmar Mendes

Defesa de Alessandro Vieira requer arquivamento da queixa contra Gilmar Mendes, sustentando imunidade parlamentar para conteúdos de relatórios em comissões

Em relatório, Alessandro Vieira pediu o indiciamento de Mendes e outros ministros
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  • O senador Alessandro Vieira pediu à Procuradoria-Geral da República o arquivamento da representação criminal apresentada pelo ministro Gilmar Mendes.
  • A defesa de Vieira sustenta que parlamentares são imunes por conteúdos de relatórios apresentados em comissões, com base em jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.
  • O argumento é de que o direito não pode ser aplicado de forma seletiva, conforme o trecho do documento da defesa.
  • Vieira também afirma que a Lei de Abuso de Autoridade exige dolo específico de prejudicar alguém, o que não teria ocorrido no caso.
  • O pedido será avaliado pelo procurador-geral Paulo Gonet, que também foi indicado como alvo de eventual indiciamento no relatório original.

O relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedido de arquivamento da representação criminal apresentada pelo ministro Gilmar Mendes. A manifestação ocorreu nesta sexta-feira, 17, após Vieira ter solicitado o indiciamento de Mendes por crime de responsabilidade com base no relatório final da comissão, que acabou rejeitado.

A defesa de Vieira sustenta que parlamentares não podem ser responsabilizados criminalmente pelo conteúdo de relatórios produzidos em comissões, ancorando-se em jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. A entidade afirma ainda que o Direito não pode ser aplicado de forma seletiva conforme interesses, conforme o documento apresentado.

Além da imunidade parlamentar, a defesa cita que a Lei de Abuso de Autoridade exige dolo específico de prejudicar alguém, evidência que, na visão dos advogados, não existiria no caso. A análise do pedido ficará a cargo do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que também foi mencionado entre os alvos de indiciamento no relatório da CPI.

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