- Nesta semana, Viktor Orbán perdeu as eleições na Hungria, encerrando 16 anos no poder, em um momento de euforia entre democratas globais.
- O artigo relembra a ascensão de Orbán, em 2010, como marco da chamada terceira onda de democratização iniciada após a Revolução dos Cravos de 1974.
- Orbán implementou a “democracia iliberal”: restringiu direitos de minorias, capturou a mídia, mudou regras eleitorais e desafiou a União Europeia.
- Sua liderança serviu de modelo para outros populistas antissistema, como Donald Trump, Recep Tayyip Erdoğan, Narendra Modi e Jair Bolsonaro.
- Discute-se se há de fato uma onda de regressão democrática: alguns afirmam que derrotas de autoritários não anulam a democracia; outros apontam degradação por meio de restrições aos direitos humanos e do enfraquecimento de freios e contrapesos.
O processo eleitoral na Hungria, realizado nesta semana, resultou na derrota de Viktor Orbán, líder que governou por 16 anos. A vitória ocorreu em um momento de desgaste das promessas democráticas e de desafios institucionais em democracias ao redor do mundo. O pleito acentuou debates sobre o legado de Orbán e a continuidade de políticas associadas a regimes autoritários.
Orbán chegou ao poder em 2010, promovendo mudanças constitucionais, controles de comunicação e reformas eleitorais. A coalizão oposicionista saiu vitoriosa neste ciclo, abrindo espaço para uma rearrumação do panorama político húngaro e para avaliações sobre o funcionamento do Estado de direito em contextos de oposição eleitoral.
A cobertura acompanha, ainda, as repercussões europeias e as críticas a políticas associadas à governação sob o rótulo de “democracia iliberal”. Analistas ponderam se a derrota do atual governo implica retração de tendências antissistema ou apenas troca de líderes dentro de um ciclo político conturbado.
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