- Dois ex-secretários do governo Ratinho Junior são citados em processos que investigam suspeita de fraude em licitação para sistemas de treinamento virtual de tiro policial, vencida pela EBTS em 2019.
- A menção envolve Guto Silva, ex-chefe da Casa Civil, e Rômulo Marinho Soares, ex-secretário de Segurança Pública, conforme decisão que autorizou a quebra de sigilo bancário de Adolfo Jachinski Neto.
- O contrato, assinado em 2020, previa o pagamento de R$ 3.833.000 pelos serviços, e áudios apresentados apontam supostos acordos e favorecimento no processo licitatório.
- Guto Silva afirmou à Gazeta do Povo não conhecer o empresário citado e que a licitação foi conduzida pela Secretaria de Segurança Pública, sem participação da Casa Civil.
- A origem da denúncia está nas gravações de Jonny Braga durante disputa societária com Jachinski; o Tribunal de Contas do Estado indicou indícios de irregularidades, com discrepâncias de valores.
Dois ex-secretários do governo Ratinho Júnior são citados em processos que apuram suspeitas de fraude na licitação para sistemas de treinamento virtual de tiro da Polícia Civil do Paraná. A concorrência foi vencida em 2019 pela EBTS, empresa fornecedora dos serviços.
Os nomes citados aparecem nos autos como supostas influências no certame: Guto Silva, então chefe da Casa Civil, e Rômulo Marinho Soares, ex-secretário de Segurança Pública. A menção ocorreu em decisão que autorizou a quebra de sigilo bancário do empresário Adolfo Jachinski Neto.
O contrato, assinado em 2020, previa o pagamento de cerca de R$ 3,8 milhões pelos serviços. A investigação teve início após vídeos vazados que levantaram suspeitas sobre a licitação, levando à abertura de um inquérito policial.
Na análise do caso, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná apontou indícios de irregularidades, como discrepâncias entre valores do contrato e outros similares regionais. A EBTS sustenta que houve divergência de informações entre estados.
A decisão judicial também cita possíveis transferências de recursos a terceiros, inclusive com finalidade de financiamento de campanhas. Em áudio, Jachinski faz referências a influência de agentes da Administração à época dos fatos.
Jonny Braga, ex-sócio de Jachinski, confirmou ser autor das gravações. Ele afirmou à polícia que houve atuação coordenada entre concorrentes para simular a disputa. O conteúdo correspondeu aos primeiros indícios que motivaram a quebra de sigilo.
Guto Silva, por sua vez, disse à Gazeta do Povo desconhecer o empresário e negar qualquer relação com a EBTS. O ex-secretário afirmou que o pregão foi conduzido pela SESP, sem participação da Casa Civil ou de sua gestão.
A Gazeta do Povo procurou as defesas de Adolfo Jachinski Neto e de Rômulo Marinho Soares e não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações oficiais.
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