- Governo avalia revogar a cobrança de importação sobre encomendas internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”.
- Motivo principal da reavaliação é o impacto eleitoral negativo da medida sobre a imagem do presidente Lula e do ex-ministro Haddad.
- Simone Tebet disse que o impacto fiscal da eventual retirada seria limitado, com arrecadação estimada em perto de R$ 2 bilhões no último ano.
- Levantamento da AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, mostrou que 62% dos brasileiros consideram a taxa um erro do governo, 30% veem como acerto.
- O novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, é publicamente contra a cobrança, enquanto Haddad reconhece críticas e defesa de que houve desinformação sobre o tema.
O governo federal avalia revogar a cobrança de imposto de importação sobre encomendas internacionais de até US$ 50, conhecida como a “taxa da blusinha”. A revisão ganhou impulso após avaliação de impacto político negativo à imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-ministro Fernando Haddad, que implementaram a taxa.
A defesa pública da retirada veio da ex-ministra Simone Tebet, que afirmou que o efeito fiscal de remover a cobrança seria limitado. Ela apontou que a arrecadação anual ficou em torno de R$ 2 bilhões, cifra considerada gerenciável no orçamento federal.
Levantamento da AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg, aponta que 62% dos brasileiros veem a taxa como erro do governo, enquanto 30% a consideram acerto. Internamente, a medida é citada como um dos fatores que reduzem a aprovação do governo.
Contexto político
O novo ministro da Secretaria de Controle Institucional, José Guimarães, manifestou-se contrariamente à cobrança, dizendo, em conversa com a imprensa, que o imposto é um dos principais motivos de desgaste para o governo.
Segundo Haddad, a cobrança foi positiva para o varejo, mas reconheceu problemas de comunicação. Ele ressaltou que houve desinformação e lembrou que a cobrança de 20% foi aprovada de forma unânime pelo Congresso.
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