- O governo do presidente Lula lançou, em abril, o Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero, com 54 páginas, produzido pelo Ministério das Mulheres.
- O documento orienta o uso de linguagem não sexista e a atuação de um Estado que promova a igualdade de gênero, integrando o Pacto Brasil contra o Feminicídio.
- Afirma que toda comunicação estatal é política e não pode ser neutra; incentiva reescrita de frases genéricas para ampliar o registro de mulheres e outras minorias.
- Destaca a ideia de romper com a cultura patriarcal, apontando a noção de que o masculino é universal e o feminino, particular, e traz exemplos de substituições por linguagem neutra.
- Estruturado em sete eixos, incluindo dados com recorte de gênero, interseccionalidade, linguagem não sexista, responsabilidade na comunicação de violência, diversidade de fontes e canais de escuta.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou em abril o Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero. Produzido pelo Ministério das Mulheres, o documento busca garantir direitos e reduzir desigualdades por meio da linguagem utilizada na comunicação oficial.
Com 54 páginas, a cartilha defende o uso de uma linguagem não sexista e um Estado atuante na promoção da igualdade. O material é dirigido a profissionais de comunicação do setor público e faz parte do Pacto Brasil contra o Feminicídio.
A cartilha sustenta que toda comunicação estatal é política e não há como ser neutra nessa função. Defende a reescrita de frases genéricas para contemplar mulheres e outras minorias, indo além de expressões que privilegiam o masculino.
Perspectiva e linguagem
O guia aponta a ideia de que a cultura patriarcal precisa ser rompida por meio da comunicação. Estabelece que o uso de linguagem não sexista pode incluir formas combinadas de masculino e feminino ou termos neutros, como em exemplos de cumprimento e nomenclaturas.
Outra seção detalha o que considera comunicação sexista e sugere substituições que ampliem o alcance de informações sobre mulheres, famílias e populações diversas.
Estrutura e eixos
O documento apresenta sete eixos norteadores para uma comunicação voltada à igualdade de gênero:
- promoção da igualdade;
- dados com recorte de gênero e cor;
- prática da interseccionalidade;
- uso de linguagem não sexista;
- responsabilidade no tratamento de violência contra a mulher;
- diversidade de fontes e equipes;
- canais de escuta empática.
Esses pontos orientam desde como coletar dados até como construir narrativas mais inclusivas, com foco em políticas públicas, cidadania e segurança.
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