- O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vão liderar reuniões da esquerda global em Barcelona nesta sexta-feira e no sábado, para defender o multilateralismo e mobilizar movimentos contra a extrema-direita.
- As reuniões, organizadas pela Espanha e por redes políticas de esquerda, integram a Mobilização Progressista Global, que visa ações comuns em defesa da democracia e da transição verde.
- O segundo encontro, no sábado, intitulado Em defesa da democracia, é organizado pelo governo espanhol e encerra a cúpula lançada por Lula e Sánchez em 2024.
- Participarão o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e a presidente do México, Claudia Sheinbaum, marcando a primeira visita de um presidente mexicano à Espanha desde 2018.
- A mobilização ocorre em meio a críticas a Donald Trump e ao avanço da extrema-direita na Europa, com Sánchez destacando que a “onda pode ser detida”, especialmente após a derrota de Viktor Orbán.
O primeiro-ministro Pedro Sánchez e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lideram reuniões da esquerda global em Barcelona, nesta sexta e sábado, para defender o multilateralismo e mobilizar movimentos de esquerda contra a extrema-direita. O encontro ocorre em meio a tensões internacionais recentes envolvendo cortes de ajuda humanitária e intervenções militares.
As reuniões, promovidas pela Espanha e por redes de esquerda, integram a chamada Mobilização Progressista Global, com foco em ações comuns em democracia, transição verde e alianças internacionais. O evento visa ampliar o diálogo entre governos e movimentos sociais de orientação progressista.
Em defesa da democracia
No sábado, está prevista uma segunda sessão, organizada pelo governo espanhol, com o tema Em defesa da democracia. O encontro, descrito como quarta etapa de uma cúpula iniciada por Lula e Sánchez em 2024, reunirá lideranças regionais, prefeitos, ativistas e representantes sindicais.
Participantes confirmados incluem o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e a presidente do México, Claudia Sheinbaum, marcando presença internacional de peso. A organização estima cerca de 3.000 participantes ao longo de dois dias.
Contexto e objetivos
Líderes destacam a necessidade de mostrar uma alternativa aos modelos atuais frente a avanços da extrema-direita na Europa e em outras regiões. Sánchez reforçou a ideia de que alianças progressistas devem se manter ativas para influenciar decisões globais.
Entre os temas discutidos estão defesa da democracia, cooperação multilateral, transição climática e resposta a desafios ecossiais. A imprensa acompanha como as discussões poderão impactar políticas nacionais dos países participantes.
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