- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou a regulação digital para evitar intromissão de outros países nas eleições brasileiras, após reunião com o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez em Barcelona.
- Lula afirmou que é preciso regular tudo que for digital para proteger a soberania e evitar danos à democracia, à soberania e à felicidade das pessoas.
- O mandatário fez uma autocrítica sobre o aumento do extremismo mundial e questionou onde as democracias falham, citando o enfraquecimento da ONU.
- No sábado, Lula participa do Fórum Democracia para Sempre, com a presença de líderes de países progressistas para debater, entre outros temas, combate à desinformação, multilateralismo e desigualdades.
- A comitiva brasileira inclui onze ministros, além de autoridades do BNDES, da Polícia Federal e da Fiocruz; a agenda prevê viagens à Alemanha e a Portugal antes de retornar ao Brasil na próxima terça-feira.
Lula afirma que é preciso regular o ambiente digital para evitar interferência externa nas eleições brasileiras. O presidente fez a declaração após reunião bilateral com Pedro Sánchez, em Barcelona, antes do Fórum Democracia para Sempre.
O objetivo, segundo o presidente, é ampliar a soberania nacional e impedir danos à democracia e à sociedade, com foco em plataformas digitais e desinformação. Ele ressaltou a necessidade de regulamentação para reduzir impactos nocivos.
O encontro com Sánchez ocorreu uma semana antes de o Brasil sediar ações do Fórum Democracia para Sempre. O evento reúne líderes progressistas para discutir desinformação, multilateralismo e desigualdades.
A lista de participantes confirma a presença de Claudia Sheinbaum, Gustavo Petro, Yamandú Orsi e Cyril Ramaphosa, entre outros. Também participam o vice-chanceler alemão Lars Klingbeil e o vice-primeiro-ministro britânico David Lammy.
Lula afirmou ainda que busca avaliar falhas democráticas nacionais e internacionais. O presidente citou a ONU como instituição enfraquecida e perguntou onde as democracias podem melhorar o discurso e as políticas públicas.
Nesta etapa da viagem, o presidente seguirá para a Alemanha, para a Hannover Messe, e depois a Portugal, onde se reunirá com o primeiro-ministro Luís Montenegro. A volta ao Brasil está prevista para 21 de abril.
A comitiva inclui 11 ministros, entre eles Mauro Vieira (Relações Exteriores), Dario Durigan (Fazenda), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Margareth Menezes (Cultura). Também integram o grupo o presidente do BNDES e o diretor da Polícia Federal.
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