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Motta diz estar disposto a dialogar com governo sobre taxa das blusinhas

Motta afirma total disposição para dialogar sobre a taxa das blusinhas e avaliar possível revogação, considerando impacto fiscal e reação do setor

Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) — Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados
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  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse ter “total disposição” de dialogar com o governo sobre a “taxa das blusinhas” e afirmou que a Câmara é simpática a reduzir impostos, desde que ouça lideranças e o setor produtivo.
  • Motta deve se reunir com o ministro José Guimarães ainda nesta manhã para tratar do tema, após ter tomado conhecimento da possibilidade de revogar a taxa.
  • O governo sinalizou abertura à revogação, mas o vice-presidente Geraldo Alckmin divergiu, mantendo a visão de que a taxa é necessária.
  • A cobrança, de 20% do imposto de importação para compras internacionais de até US$ 50, foi criada para proteger empresas nacionais e foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula.
  • Empresários encaminharam, ontem, uma manifestação a anota Presidência com dados sobre empregos e renda, questionando a revogação e sugerindo motivações eleitorais.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou ter total disposição de dialogar com o governo sobre a chamada taxa das blusinhas. Ele afirmou que a Câmara costuma ser favorável à redução de impostos, mas que é preciso ouvir o colégio de líderes e o setor produtivo.

Motta explicou que a discussão envolve a possibilidade de revogar a cobrança de 20% do Imposto de Importação aplicada a compras internacionais de até US$ 50. O objetivo original era proteger a indústria nacional diante da entrada de produtos baratos.

Ele ressaltou que o tema já foi aprovado no Congresso e sancionado pelo presidente, e que no momento a prioridade é avaliar um novo modelo de tributação. O líder também afirmou a necessidade de entender o impacto fiscal de uma eventual revogação.

Motta confirmou que deve se reunir com o ministro das Relações Institucionais ainda nesta manhã para alinhavar a posição da Câmara diante do tema. Ele disse ter ficado sabendo da possibilidade de mudança após a fala do governo.

Na avaliação dele, é fundamental ouvir as lideranças partidárias e o setor produtivo para decidir se há espaço para avançar ou não com a revogação. Também será considerado o efeito sobre as contas públicas deste ano.

Empresários reagem

Diversos representantes do setor produtivo encaminharam uma manifestação à Presidência com dados sobre empregos e renda gerados pela atual tributação. O documento foi assinado por 67 entidades ligadas ao varejo e à indústria.

As entidades classificam a possível revogação como uma medida de curto prazo para fins eleitorais, enquanto o governo sustenta que a decisão pode afetar o equilíbrio fiscal. O material foi entregue a assessorias da Presidência e da Secretaria de Comunicação Social.

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