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PF ouve explicações sobre suspeita de mesada para decidir convocação de Lulinha

PF ouve Roberta Luchsinger para decidir se convoca Fábio Luís Lula da Silva a depor em investigação de fraudes no INSS

Retrato de Roberta Luchsinger, herdeira da família fundadora do banco Credit Suisse
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  • A Polícia Federal vai ouvir a empresária Roberta Luchsinger para esclarecer menções a uma mesada de 300 mil reais a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
  • Após o depoimento, a PF vai decidir se convoca o filho do presidente Lula para depor na investigação sobre fraudes em aposentadorias e pensões do INSS.
  • Roberta é apontada como elo entre Lulinha e o lobista Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS; ela já teve mandados de busca e apreensão.
  • A PF identificou pagamentos de até 1,5 milhão à empresária e investiga se houve repasses a Lulinha; sigilos bancário, fiscal e telemático dele foram quebrados.
  • A defesa de Lulinha nega participação nas fraudes e está à disposição do STF; a PF avança com diligências da Operação Sem Desconto.

A Polícia Federal quer ouvir a empresária Roberta Luchsinger para esclarecer possíveis menções a uma mesada paga a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A oitiva faz parte de apurações sobre supostos desvios no INSS e está condicionada ao resultado do depoimento. A PF avalia se há necessidade de convocar o filho do presidente para depor.

Entre os requisitos da investigação, está a apuração de repasses financeiros envolvendo o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e a ligação com Lulinha. Roberta aparece como elo entre o lobista e o filho do presidente, segundo as informações coletadas até o momento.

A PF já intimou mais de 30 pessoas ligadas ao caso, no âmbito da Operação Sem Desconto, deflagrada em 2025. O objetivo é esclarecer a origem de recursos usados para benefícios do INSS e verificar se houve favorecimento indevido ou participação de terceiros.

Contexto da investigação

Roberta Luchsinger atua como sócia da RL Consultoria e Intermediações. A PF investiga movimentações financeiras para confirmar se houve repasse de R$ 300 mil a Lulinha, sinalizado em diálogos apreendidos em fases anteriores da operação.

A quebra de sigilos de Lulinha, autorizada pelo STF, não abrange de imediato as empresas do filho do presidente, o que a PF alega ter sido parte de medidas proporcionais para checagem de informações. A perícia analisa dados para confirmar ou refutar as suspeitas.

A apuração também envolve a análise de pagamentos registrados como parte de negociações entre operadores do esquema e beneficiários de descontos fraudulentos no INSS. A PF já identificou indícios de repasses à empresária amiga de Lulinha, mas ainda não houve confirmação de ligação direta com o filho do presidente.

A defesa de Roberta sustenta que a empresa atua na prospecção e intermediação de negócios e que não houve participação de Lulinha em atos ilícitos. A partir das oitivas, as autoridades devem decidir sobre a necessidade de depoimento adicional do filho de Lula.

Procurada pela reportagem, a defesa de Roberta reiterou disponibilidade para colaboração e destacou que há interesse em esclarecer todos os fatos junto às autoridades competentes, com transparência no processo.

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