- A Assembleia Legislativa do Rio elegeu Douglas Ruas (PL) presidente da Alerj pela segunda vez; a votação, nesta sexta-feira, 17, teve 45 votos a favor.
- A primeira votação, realizada no mês anterior, foi anulada pela Justiça do Rio no mesmo dia.
- A oposição boicotou a sessão e pediu voto secreto; com voto aberto, houve receio de retaliações internas nas bancadas.
- PDT e outros partidos acionaram a Justiça novamente e estudam levar o caso ao Supremo Tribunal Federal para tentar anular o resultado.
- Como presidente da Alerj, Ruas entra na linha de sucessão ao governo; porém só pode assumir interinamente se o STF autorizar, enquanto decisão de Cristiano Zanin mantém o desembargador Ricardo Couto no cargo.
A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro escolheu nesta sexta-feira, 17, o deputado Douglas Ruas (PL) para presidir a Alerj. É a segunda vez que Ruas assume a presidência, após vencer em votação aberta por 45 votos. A primeira eleição, no mês anterior, foi anulada pela Justiça.
A oposição não apresentou candidatura alternativa e alegou que o voto deveria ser secreto para evitar retaliações internas. O vice-diretório da bancada criticou o método, ressaltando que o voto aberto reduz a competição interna, conforme avaliação do deputado Luiz Paulo (PSD).
Controvérsias jurídicas e ramificações políticas
O movimento oposicionista seguiu o padrão da primeira eleição: boicote à sessão e novos recursos judiciais. O PDT abriu nova ação nesta sexta, buscando impedir a votação. Há ainda a expectativa de levar o caso ao STF caso a Justiça local não atenda aos pedidos.
Douglas Ruas, pré-candidato ao governo pelo PL, passa a figurar na linha sucessória do Executivo. A situação muda caso o STF autorize que o presidente da Assembleia assuma interinamente o governo. Enquanto isso, decisões liminares mantêm o atual comandante do Judiciário no cargo provisoriamente.
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