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Renan Santos afirma que o centrão domina o Estado e defende reforma profunda

Pré-candidato Renan Santos, do partido Missão, propõe reforma profunda do Estado, campanha de sincericídios e criação do estado Guanabara no Rio de Janeiro

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  • Renan Santos, pré-candidato à Presidência pelo partido Missão (vinculado ao Movimento Brasil Livre), promete campanha baseada em sincericídios e foco na solução de problemas, sem se prender a rótulos ideológicos.
  • Ele afirma que o Estado é dominado pelo centrão e precisa de uma reforma profunda, defendendo tratar o eleitor com franqueza e abordar problemas locais.
  • Entre as propostas estão a fusão de municípios e a criação do estado da Guanabara no Rio de Janeiro, com autonomia e apoio a áreas como segurança, tecnologia e turismo.
  • Santos diz não se importar com dificuldades no Congresso para aprovar as mudanças e cita a estratégia de não depender de negociações para evitar a cláusula de barreira, mencionando pesquisa que aponta o Missão entre os quatro mais bem avaliados.
  • O tom das declarações mantém-se crítico em relação à política atual e ao governo, com defesa de livre mercado e atuação policial mais firme, sem aderir a rótulos partidários.

Renan Santos, pré-candidato à Presidência da República pelo partido Missão, afirmou nesta sexta-feira (17) em entrevista ao Radar News, da SBT News, que não pretende pautar o debate por rótulos ideológicos. O tucano da legenda ligada ao MBL disse que o foco será a solução de problemas dos brasileiros, com uma campanha baseada em sincericídios e em tratar o eleitor como adulto. O dirigente aposta em uma reforma profunda do Estado, considerado dominado pelo centrão.

Embora se identifique com pautas de direita, como livre mercado e política de segurança, Santos afirma que não quer ficar preso a etiquetas. Ele criticou a repetição de termos como conservador ou defensor de determinados símbolos, destacando a necessidade de discutir soluções reais para a população.

O líder do Missão lembrou que o Movimento Brasil Livre, ligado ao seu partido, ganhou relevância na década passada com críticas ao governo e com pautas de combate à corrupção. Em entrevistas anteriores, o grupo já sinalizou consequências políticas de críticas a governantes, independentemente da orientação.

Na conversa, Santos reconheceu que o MBL enfrentou custos por críticas à gestão de governos anteriores. Disse que eventuais erros devem ser contestados, sem alinhamento automático a esquerda ou direita, desde que haja coerência com as propostas.

O pré-candidato apontou o domínio considerado centralista e relacionado a práticas políticas como entrave ao desenvolvimento regional. Afirmou que ações públicas, sobretudo no Nordeste, influem na migração de pessoas para o Sudeste e Sul.

Sobre a leitura de realidade, Santos citou a situação de segurança e desigualdade como problemas não resolvidos. Afirmou que ele busca eleitores em diferentes perfis, defendendo uma campanha direta que discuta problemas locais e tratados pelo eleitor, sem ilusões sobre a complexidade da política.

Entre as propostas, o Missão defende a fusão de municípios para reduzir estruturas administrativas. O plano inclui a criação de um novo estado, denominado Guanabara, a partir do Rio de Janeiro, com autonomia para ampliar foco em segurança pública, tecnologia, turismo e setor de entretenimento.

Segundo Santos, a Guanabara seria estruturada para funcionar com um prefeito e nove vereadores, permitindo reorganizar a gestão local. O pré-candidato afirmou ainda que planeja demitir parte de gestores municipais para reduzir custos, colocando a ideia como parte de uma replanejamento institucional mais amplo.

Sobre o Rio de Janeiro, Santos afirmou que a criação do novo estado poderia fortalecer o combate à violência e facilitar a atuação dos setores de tecnologia e turismo, comparando a ideia a modelos de outras metrópoles pelo mundo. A proposta é apresentada como parte de uma reconfiguração federativa.

O Missão não sinaliza depender de apoios formais para alcançar o segundo turno, e o candidato afirmou não planejar cálculos para evitar barreiras eleitorais, como a cláusula de barreira, em 2026. Ele ressaltou que não pretende negociar diretórios para sustentar apoiadores no Congresso.

Fonte: entrevista concedida ao Radar News, da SBT News. A reportagem não divulga contatos de outras fontes, apenas credita as informações à referida entrevista.

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